PRIMEIRA FASE DO EXAME DE ORDEM SERÁ NO DIA 27 DE JANEIRO DE 2008


21/12/2007

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (21/12), às 11h30, na sede da Ordem, o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, anunciou que a prova substitutiva do Exame de Ordem 134, suspenso por quebra de sigilo, será realizada no dia 27 de janeiro de 2008, mantendo-se o mesmo horário e as condições anteriormente fixadas. Será publicado um aditamento ao edital do Exame 134 , com a data da segunda fase. A OAB SP não abrirá inscrições para novos candidatos. D´Urso comunicou, também, que o contrato da Ordem com a Fundação Vunesp foi suspenso e a aplicação da prova será feita pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) , da Fundação Universidade de Brasília, que já vem aplicando Exames de Ordem em outros Estados. Também participaram da coletiva, o diretor-tesoureiro Marcos da Costa e o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem, Braz Martins Neto.

Segundo o presidente da OAB SP , a suspensão do contrato com a Vunesp se deu porque não há dúvidas para a OAB SP - mediante toda a investigação - que o vazamento do conteúdo da prova se deu no âmbito da Fundação, responsável por  editar e imprimir as provas..”Essa convicção vem do fato de que circulou a prova já produzida antes de sua aplicação. Quero registrar que  anteriormente nunca tivemos reparo  à  competência e lisura da Fundação, que é uma entidade séria,dirigida por pessoas sérias. Certamente, a apuração da Polícia Federal, que já esteve na Vunesp acompanhando o andamento da feitura da prova irá detectar como ocorreu o vazamento e qual o seu desdobramento .”, afirmou D´urso. O contrato entre a OAB SP e  Vunesp foi firmado em 2007 , com vigência por dois anos. “ Aguardamos o resultado das investigações para verificar o aspecto criminal, pois quanto  à responsabilidade civil não temos dúvida que cabe à Vunesp. Temos de achar uma solução para ressarcir  financeiramente a Ordem por despesas e remunerações já pagas”, comentou D´Urso..

 O presidente da OAB SP também tornou público que a Diretoria da Ordem , após levantamento no mercado e tomada de preço , escolheu a Cespe para aplicar a  edição 134  do Exame de Ordem, por ser uma entidade com experiência neste tipo de processo seletivo, uma vez que vem aplicando desde o ano passado o Exame de Ordem Unificado para os Estado que ingressaram na unificação promovida pelo Conselho Federal.  “ Essa contratação não significa que a OAB SP está aderindo ao Exame unificado, é uma contratação a parte. Levantamos algumas questões  de conteúdo, data  e segurança que estamos debatendo com o Conselho Federal.”, afirmou D´Urso. O contrato com a Cespe foi assinado antes da coletiva , na própria sede da OAB SP, entre o presidente D´Urso e Timothy Martim Mulholland reitor da Fundação Universidade de Brasília.

Segurança

 D´Urso também anunciou as medidas  extraordinárias  de segurança que serão adotadas para esta edição do Exame de Ordem. O conteúdo continua sendo de competência da Comissão de Estágio e Exame de Ordem. As provas serão produzidas na gráfica da Cespe, que também será responsável pela guarda em sala-cofre , sob os cuidados da  Polícia Federal , que também fará o acompanhamento da distribuição aos 28  pontos  de aplicação.As provas serão personalizadas na produção, o sistema fará um embaralhamento das perguntas, permitindo vários modelos, além dos três atualmente utilizados. “ Quando o candidato entregar a prova será feita a desidentificação, ficando o  nome  e a prova vinculados por um código digital.. Na segunda fase, também muda a sistemática de correção. Até então as provas de determinada região eram corrigidas em outro . Agora, serão desidentificadas, digitalizadas e examinadas na tela, mediante senha do examinador. As provas físicas ficarão preservadas no cofre. De acordo com o presidente da OAB SP, no processo de produção da prova há dois momentos de controle : quando o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem, Braz Martins Neto, entrega as questões para a empresa que irá aplicar o Exame  e quando a prova está graficamente formatada, gerando uma matriz, que é rubricada pelo presidente da Comissão, que confere a integridade do conteúdo.

Inquérito

 Sobre o inquérito na Polícia Federal, D´Urso comentou que a PF solicitou que não fosse divulgado o nome do promotor de São Sebastião da Grama, que trouxe a público o vazamento, nem do professor de cursinho e do aluno. No entanto, afirmou que   quanto ao teor do depoimento não havia restrição. “ O professor de cursinho é de São Paulo e procurou o promotor no interior porque são amigos. Ele  desconfiou  quando  foi procurado por um aluno  para resolver algumas questões jurídicas. D´Urso também afirmou que outro bacharel procurou a OAB SP espontaneamente, afirmando que a prova vazada também teria circulado em  ou cursinho .

 O presidente da OAB SP também comentou que não será divulgada a íntegra da prova que vazou e que  o novo Exame conterá somente novas perguntas, selecionada a partir de um banco de questões, definidas exclusivamente pelo presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem.. “ De forma alguma estas perguntas  da prova vazada serão reaproveitadas, pois  isso cristalizaria o vazamento e levaria à anulação da prova.