Prova
| REITO CONSTITUCIONAL |
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1. Em
face da Reforma Administrativa recém promulgada, pode-se dizer
que
a) não pode o pensionista receber subsídios
ou vencimentos.
b) não pode o servidor acumular vencimentos
com proventos.
c) as hipóteses de acumulação de cargos
continuam as mesmas.
d) o teto constitucional da remuneração dos
servidores impede a acumulação de cargos.
2. A Reforma Administrativa determinou que a fixação do
subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal será
realizada por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da
República, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do
Supremo Tribunal Federal. Não tendo esta lei sido promulgada,
pode-se entender que a inércia das autoridades responsáveis
a) não poderá ser suprida pelo mandado de
injunção, visto tratar-se de edição de lei de iniciativa
conjunta com o Presidente do STF.
b) poderá ser suprida por mandado de
injunção, medida hábil a instrumentar o exercício de direitos
decorrentes da ausência de norma reguladora.
c) poderá ser suprida por meio de ação
direta de inconstitucionalidade por omissão, a ser proposta por
qualquer servidor público prejudicado pela ausência da lei.
d) poderá ser objeto de ação declaratória
de constitucionalidade.
3. Em função da submissão da Administração ao princípio da
legalidade, pode-se dizer que
a) todo regulamento de Chefe do Executivo é
ato inferior, subordinado, e depende de lei.
b) o Executivo não pode expedir normas que
dêem operatividade a uma lei.
c) a competência regulamentar do Chefe do
Poder Executivo aplica-se quando houver omissão da lei a
respeito de algum assunto.
d) seus regulamentos podem impor restrições
à ordem privada, desde que medida provisória posterior assim o
determine.
4. Quando da promulgação de uma nova Constituição,
diz-se que a legislação ordinária compatível perde o suporte
de validade da constituição antiga, mas continua válida pela
teoria
a) da repristinação.
b) da desconstitucionalização.
c) da recepção.
d) do poder constituinte subordinado.
5. É competência privativa do Presidente da República,
sem possibilidade de delegação:
a) nomear os diretores do Banco Central.
b) prover cargos públicos federais.
c) conceder indulto.
d) dispor sobre moeda e seus limites de
emissão.
6. Controle de constitucionalidade por via de exceção
é o chamado
a) controle misto, adotado no Brasil, onde
convivem harmonicamente os controles difuso e abstrato.
b) controle abstrato, que tem como
característica a discussão da lei em tese e como objeto leis ou
atos normativos federais e estaduais.
c) controle difuso, que tem como
características a existência de um caso concreto e a produção
de efeitos erga omnes.
d) controle difuso, que tem como
características a existência de um caso concreto e a produção
de efeitos inter partes.
7. A omissão inconstitucional pode ser atacada por meio
de
a) representação de inconstitucionalidade.
b) ação direta de inconstitucionalidade em
face de ato normativo.
c) ação declaratória de
constitucionalidade.
d) mandado de injunção.
8. Afirma-se que o Poder Legislativo brasileiro é do
tipo bicameral-federativo, pois
a) é integrado exclusivamente por
representantes dos Estados e do Distrito Federal, que são entes
federativos.
b) é integrado por duas Casas Legislativas,
uma delas composta por representantes do povo brasileiro e a
outra por representantes dos Estados e do Distrito Federal.
c) é integrado pela Câmara dos Deputados,
composta por representantes do povo brasileiro, e pelo Senado
Federal, composto por representantes dos Estados, dos Municípios
e do Distrito Federal.
d) a União e os Estados têm Poderes
Legislativos próprios.
9. Em relação às garantias da magistratura, é correto
afirmar que
a) a vitaliciedade é sempre adquirida pelos
magistrados após dois anos de exercício no cargo.
b) a inamovibilidade pode ser afastada por
motivo de interesse público.
c) a irredutibilidade de subsídio torna os
juízes imunes à tributação por meio do imposto sobre a renda
e proventos de qualquer natureza.
d) a vitaliciedade impede definitivamente a
perda do cargo pelos juízes.
10. No exercício da competência legislativa
concorrente,
a) a União edita normas gerais e
específicas.
b) a União, os Estados e os Municípios
legislam em sistema de cooperação.
d) os Estados poderão editar normas gerais e
específicas, caso inexista lei da União fixando normas gerais.
d) as normas gerais produzidas pelos Estados
prevalecem sobre as normas gerais supervenientes da União.
11. Ruy Cirne Lima diz que
na relação de administração há uma "relação jurídica
que se estrutura ao influxo de uma finalidade cogente". Isto
significa que a Administração
a) deve sempre obediência aos princípios da
legalidade e finalidade.
b) produz atos que podem influir nas
relações de direito privado.
c) está subjugada pelo princípio da
formalidade.
d) deve expor os motivos e as finalidades dos
seus atos discricionários.
12. A regra de que a duração dos contratos
administrativos está adstrita à vigência dos respectivos
créditos orçamentários
a)
não se aplica a
contratos de prestação de serviços executados de forma
descontínua, desde que previsto no edital de licitação.
b) veda contrato administrativo com prazo
indeterminado.
c) aplica-se a todos os contratos, com
exceção apenas dos de concessão de obra ou de serviço
público.
d) limita todos os contratos ao exercício
financeiro e ao prazo estabelecido no Plano Plurianual.
13. A Administração Pública é responsável apenas
pela apuração de atos praticados pelo servidor público que
a)
sejam definidos como
ilícito na legislação estatutária.
b) correspondam a ilícitos penais.
c) acarretem danos a reparar.
d) venham a determinar a instauração de
processo criminal.
14. O princípio da legalidade explicita a subordinação
da Administração Pública à lei e é decorrência natural
a)
do controle
administrativo de seus próprios atos.
b) do controle judicial dos atos
administrativos.
c) da indisponibilidade do interesse público.
d) do princípio da hierarquia.
15. Dado caber aos Ministérios aprovar os balanços,
balancetes e relatórios das autarquias federais, é correto
dizer que
a)
os ministros têm
supervisão hierárquica sobre as autarquias.
b) tal proceder decorre do poder de
supervisão ministerial, para assegurar o cumprimento dos
objetivos fixados nas leis que as criaram.
c) as autarquias fazem parte da
Administração Direta Federal.
d) as autarquias são pessoas jurídicas de
direito público com responsabilidade, perante terceiros,
subsidiária ao Estado.
16. No Direito Administrativo, há distinção entre ato
jurídico e fato jurídico, visto que
a)
apenas os atos
jurídicos têm conseqüências jurídicas.
b) apenas os fatos jurídicos gozam de
presunção de legitimidade.
c) apenas os atos jurídicos podem ser
produzidos pela Administração.
d) apenas os atos jurídicos podem ser
anulados ou revogados.
17. No procedimento de um concurso público, a lista
final com os candidatos aprovados e classificados foi publicada
com diversos erros, constando candidatos reprovados desde a 1a
fase do concurso. Decorridos alguns meses após a nomeação e
entrada em exercício de todos os candidatos, a Administração
descobriu o erro e, de imediato, tornou sem efeito todas as
nomeações e anulou todo o concurso público. Este procedimento
a)
está correto, visto
que os servidores não eram estáveis.
b) está correto, visto ter a Administração
o dever de anular seus próprios atos quando eivados de vícios.
c) está incorreto, visto ferir o princípio
da ampla defesa dos servidores nomeados, que deveriam ser ouvidos
antes da edição dos atos que tornaram sem efeito as d) nomeações e anularam o concurso.
d) está incorreto, visto que, por se tratar
de procedimento de concurso público, a anulação só poderia
ocorrer antes da homologação e da nomeação dos candidatos
aprovados.
18. Em um procedimento de licitação, licitante
habilitada apresenta sua proposta comercial com o seguinte
preço: "50% a menos do que o de menor preço apresentado
por qualquer licitante". A Comissão de Licitação deve
a)
classificar a
proposta, desde que o edital permita preço baseado nas ofertas
das demais licitantes.
b) classificar a proposta, visto que se trata
da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.
c) inabilitar a licitante, por ter apresentado
preço inexeqüível.
d) desclassificar a proposta, por ferir os
princípios da legalidade e da vinculação ao instrumento
convocatório.
19. União Federal lança
Imposto de Renda contra alguém que cedeu em comodato um imóvel
de que é proprietária a pessoa que não é seu dependente. A
base de cálculo do imposto correspondeu ao valor estimado do
aluguel. Esse imposto
a) é devido, porque ocorreu disponibilidade
jurídica da renda, embora não recebida efetivamente.
b) é devido, porque a União Federal pode
estimar a renda virtual do imóvel cedido em comodato,
tributando-a.
c) é indevido, porque o fato gerador é a
disponibilidade econômica ou jurídica da renda.
d) é devido, porque o comodatário não é
dependente do comodante.
20. Determinado município institui taxa de cadastro e
inscrição, a ser cobrada dos proprietários de imóveis em sua
área geográfica, a qual tem por suporte os serviços de
criação de um cadastro imobiliário e da inscrição dos
contribuintes nesse mesmo cadastro, tendo este a finalidade de
facilitar a tributação pelo Imposto Predial e Territorial
Urbano. Tal taxa é
a)
legal, por
representar efetivo exercício do poder de polícia,
considerando-se que os municípios têm a faculdade de
estabelecer um controle dos imóveis sob sua circunscrição
administrativa.
b) legal, por corresponder a serviço
efetivamente prestado ao contribuinte.
c) ilegal, por não corresponder ao efetivo
exercício do poder de polícia.
d) ilegal, por não corresponder a serviço
específico e divisível relativamente ao contribuinte.
21. Determinado Município baixa decreto, editando nova
Planta Genérica de Valores, que correspondem à realidade
econômica, e que servirão de base de cálculo do Imposto
Predial e Territorial Urbano em relação aos imóveis situados
em sua área impositiva, valores esses que somente serão
utilizados nos lançamentos a serem efetuados no exercício
seguinte. Os lançamentos praticados com base em tais valores
serão
a)
legais.
b) ilegais, porque a base de cálculo deve ser
fixada por lei.
c) ilegais, por violação da competência
municipal.
d) legais, por estarem economicamente
corretos.
22. O Estado de São Paulo resolve tributar os prêmios
das corridas de cavalos, lançando contribuição social
incidente sobre os mesmos e destinada ao custeio dos hospitais
estaduais que atendem a crianças carentes. Essa tributação
a)
é legal, pois
trata-se de contribuição com caráter nitidamente social, em
face da sua destinação.
b) é legal, pois os Estados podem instituir
contribuições sociais para atender às necessidades relativas
à área social.
c) é ilegal, pois viola a discriminação
constitucional vigente.
d) é ilegal em face da destinação
específica dessa contribuição.
23. Uma construtora com sede no Município de Cubatão
constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de
Santos, onde não possui estabelecimento. A competência para a
imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à
municipalidade de
a)
Cubatão, porque é o
município onde a construtora tem a sua sede social.
b) Santos, porque é o local onde foi
construído o edifício.
c) Cubatão, porque construção civil não é
prestação de serviços.
d) Cubatão, porque a construtora não tem
estabelecimento em Santos.
24. Em um processo de execução fiscal promovido contra
uma sociedade regularmente constituída, o oficial de justiça,
na falta de bens próprios da empresa, penhora bem de
sócio-gerente, sem citá-lo, intimando-o da penhora e tornando-o
depositário. O procedimento judicial cabível para a
desconstituição do título executivo, suspendendo a execução,
será
a)
ação anulatória do
lançamento tributário gerador do título executivo.
b) embargos de devedor, interpostos pela
sociedade.
c) embargos de terceiro, interpostos pelo
sócio que teve o bem penhorado sem citação.
d) embargos de devedor, interpostos pelo
sócio que teve o bem penhorado, visto ser ele sócio da devedora
e responsável tributário.
25. A lei federal que criou o Adicional de Indenização
ao Trabalhador Portuário (AITP) enunciou como sujeito passivo
desse tributo, de modo genérico, o operador portuário. A União
Federal, por meio de decreto do Presidente da República,
equiparou a operador portuário os importadores, exportadores e
consignatários de mercadorias importadas do exterior. Tal
equiparação é
a)
legal, pois ocorreu
apenas adequação a um conceito previamente definido em lei.
b) legal, de vez caber aos decretos a
especificação dos conceitos definidos em lei.
c) ilegal, porquanto a definição de sujeitos
passivos é privativa de lei.
d) ilegal, em razão de não competir ao
Presidente da República, mas ao Ministro dos Transportes, a
definição de "operador portuário".
26. Determinado contribuinte, devedor de tributo, obtém
o seu parcelamento e vem efetuando o pagamento conforme deferido.
Apesar disso, sofre processo de execução fiscal para a
cobrança do referido tributo. Nos embargos de devedor, o
contribuinte poderá alegar
a)
a carência da
execução fiscal, em face da novação da dívida, que teria
perdido a sua natureza tributária pelo seu parcelamento.
b) a improcedência da execução fiscal, por
iliquidez do título exeqüendo, pelo fato de que parte da
dívida já foi paga.
c) o reconhecimento do direito apenas parcial
à execução fiscal, por parte do Fisco, em face da existência
de saldo devedor do parcelamento.
d) a carência da execução fiscal em face da
suspensão do crédito tributário.
27. A União Federal institui contribuição social cujos
fato gerador e base de cálculo são os mesmos de um imposto de
sua competência. Considera-se essa contribuição
a)
constitucional, por
não haver vedações constitucionais quanto à utilização de
mesmos fato gerador e base de cálculo, em se tratando de
contribuições sociais e impostos.
b) inconstitucional, por incidir sobre o mesmo
fato gerador de um imposto.
c) inconstitucional, por ser calculada sobre a
mesma base imponível de um imposto.
d) inconstitucional, por representar
bitributação.
28. Determinada pessoa, havendo arrematado imóvel em
leilão judicial ocorrido em processo de execução fiscal para a
cobrança de Imposto Predial Urbano, vem a sofrer a exigência
pelo saldo devedor da execução não coberto pelo preço da
arrematação. Essa exigência é
a)
legal, pois o
arrematante é sucessor do executado em relação ao imóvel e em
sua pessoa fiscal sub-rogados os créditos dos tributos
incidentes sobre o mesmo imóvel.
b) ilegal, pois o crédito do exeqüente se
sub-roga sobre o preço da arrematação, exonerando o
arrematante quanto ao saldo devedor.
c) legal, pois o valor pago pelo arrematante
não foi suficiente para a cobertura da execução.
d) legal, pois a arrematação não pode
causar prejuízo ao Fisco.
29. A respeito das penas,
o Código Penal adotou o sistema vicariante. Por ele, o Juiz pode
a)
aplicar ao condenado
pena privativa de liberdade ou medida de segurança.
b) aplicar ao condenado pena privativa de
liberdade e medida de segurança, cumulativamente.
c) e deve aplicar ao condenado pena privativa
de liberdade e pena restritiva de direitos.
d) aplicar ao condenado pena restritiva de
direitos ou medida socioeducativa.
30. Concurso formal de crimes é aquele
a)
que se concretiza
mediante duas ou mais condutas, com dois ou mais resultados
gerados por um só autor.
b) que ocorre quando o agente, praticando uma
só conduta, comete dois ou mais crimes.
c) em que o agente estabelece uma forma de
atuação, mas por razões alheias à sua vontade, ele não
ocorre como idealizado.
d) em que concorrem várias pessoas para a
prática de um só ato delitivo.
31. O Princípio da Legalidade é também denominado de
a)
Reserva Legal.
b) Common Law.
c) Analogia Legal.
d) Liberdade Legal.
32. Por capacidade especial do sujeito ativo entende-se
que
a) certos crimes somente podem ser efetuados
por intermédio de interposta pessoa que possua capacidade
especial.
b) certos crimes só podem ser praticados por
pessoa imputável.
c) certos crimes só podem ser praticados por
agente que possua determinada posição jurídica ou de fato.
d) o sujeito ativo deve praticar o crime em
face de certos destinatários especiais da norma penal
incriminadora.
33. Nos crimes de mera conduta, o legislador só descreve
o comportamento do agente, não havendo resultado naturalístico.
Tal assertiva é
a)
correta, mas somente
aplicável aos delitos materiais.
b) parcialmente correta.
c) equivocada diante da classificação dos
crimes.
d) absolutamente correta.
34. Os crimes omissivos impróprios são
a)
de conduta mista.
b) comissivos por omissão.
c) comissivos propriamente ditos.
d) puramente omissivos.
35. Por iter criminis
compreende-se o conjunto de
a)
atos de execução do
delito.
b) atos preparatórios antecedentes ao delito.
c) atos de consumação do delito.
d) fases pelas quais passa o delito.
36. De acordo com o Código Penal, não é punível a
subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a
quota a que tem direito o agente. Assim, caso o condômino
subtraia coisa comum fungível, é alegável tal excludente?
a)
Não, tendo em vista
que a assertiva é falsa.
b) Não.
c) Sim.
d) Sim, mas deverá obter o consentimento dos
outros condôminos para tal subtração.
37. A calúnia consiste em imputar a alguém, falsamente,
fato
a)
ofensivo à sua
reputação.
b) definido como crime.
c) que ofenda à dignidade ou o decoro.
d) que sabe não ter ele cometido.
38. João da Silva faz uso de seu revólver legalmente
registrado, disparando duas vezes em avenida com grande movimento
de pessoas e automóveis. Neste caso, responde
a)
por crime cuja
conduta é disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar
habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção
a ela.
b) exclusivamente pela contravenção de
disparo de arma de fogo (art. 28, LCP), uma vez que a
contravenção de disparo de arma de fogo (art. 21, LCP) é
atípica.
c) pelo crime tipificado no artigo 132 do
Código Penal (perigo para a vida ou a saúde de outrem).
d) por tentativa de lesões corporais
culposas.
39. Aponte a alternativa
incorreta.
A denúncia ou queixa será rejeitada quando
a) o fato narrado evidentemente não
constituir crime.
b) o fato depender de prévia apuração em
sede administrativa.
c) já estiver extinta a punibilidade, pela
prescrição ou outra causa.
d) for manifesta a ilegitimidade da parte ou
faltar condição exigida pela lei para o exercício da ação
penal.
40. Não obstante a sentença absolutória no juízo
criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver
sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do
fato. Tal assertiva é
a)
correta.
b) incorreta.
c) imprópria, diante da conexão das ações
civil e penal.
d) aplicada apenas nos delitos contra o
patrimônio cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.
41. Nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, será
processado ou julgado sem defensor. A defesa de réu pobre e
preso que não possa arcar com honorários advocatícios caberá,
então,
a)
ao Promotor de
Justiça da comarca do delito.
b) aos estagiários de Direito e à Ordem dos
Advogados do Brasil.
c) ao Procurador do Estado no exercício da
Assistência Judiciária ou ao Defensor Público nos Estados
aonde houver Defensoria Pública e, na falta destes, ao advogado
dativo.
d) ao advogado dativo, única e
exclusivamente.
42. O interrogatório de
pessoa surda será realizado mediante
a)
a pessoa de seu
curador.
b) atuação de intérprete habilitado para
tal.
c) apresentação, por escrito, tanto das
perguntas como das respostas.
d) formulação de perguntas por escrito, que
ele responderá oralmente.
43. No crime de estupro, praticado mediante violência
real, a ação penal é pública incondicionada. Tal assertiva é
a)
absolutamente
correta.
b) absolutamente incorreta.
c) correta, mas dependente de representação
da família da vítima.
d) incorreta, a não ser que a vítima
concorde com isso.
44. Quem pode efetuar a prisão em flagrante delito?
a)
Apenas o Ministério
Público e as autoridades policiais podem determinar a prisão em
flagrante delito, sendo vedado a outras pessoas tal ato.
b) Somente as autoridades policiais e seus
agentes podem ordenar a prisão em flagrante delito.
c) Somente as autoridades judiciais podem
ordenar a prisão em flagrante delito.
d) Qualquer do povo pode e as autoridades
policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja
encontrado em flagrante delito.
45. A prisão temporária poderá ser decretada
a)
de ofício, pelo
Juiz, durante o inquérito policial ou processo.
b) de ofício, pelo Juiz, apenas durante o
inquérito policial.
c) em face de representação da autoridade
policial ou requerimento do Ministério Público, em qualquer
fase do inquérito ou processo.
d) em face de representação da autoridade
policial ou requerimento do Ministério Público, apenas durante
o inquérito policial.
46. Se o réu, citado por edital, não comparecer, mas
constituir defensor, ocorrerá
a)
a suspensão do
processo e do prazo prescricional até o comparecimento do réu.
b) o seguimento do processo à revelia do
réu.
c) a condução coercitiva do réu para que
compareça e seja interrogado.
d) a admissão da veracidade dos fatos
imputados ao réu, restando, apenas, elaborar o cálculo da pena.
47. Silvana confessa, perante o Juiz de Direito, a
prática de crime contra o patrimônio de Yolanda, o que é
desmentido pelas testemunhas do fato. Pode o Magistrado condenar
Silvana apenas com base em sua confissão judicial?
a)
Sim; a confissão, no
âmbito do Processo Penal, constitui a rainha das provas,
possuindo valor pleno.
b) Não; a confissão, no âmbito do Processo
Penal, não se reveste de valor pleno, tendo que ser corroborada
por outros elementos de prova.
c) Não; levando-se em consideração que o
depoimento das testemunhas tem maior valor probante que a
confissão.
d) Sim; desde que Silvana confesse o crime
espontaneamente.
48. Maurílio Inácio foi denunciado como incurso nas
sanções do artigo 157 do Código Penal. O Juiz do processo
rejeitou a inicial e o Ministério Público recorreu em sentido
estrito. Seus fundamentos convenceram o Magistrado que se
retratou e recebeu a denúncia. Neste caso, a defesa de Maurílio
Inácio poderá postular
a)
envio dos autos ao
Tribunal de Alçada Criminal.
b) remessa dos autos do Tribunal de Justiça.
c) ordem de habeas corpus com
fundamento na falta de justa causa para o recebimento da
denúncia.
d) mandado de segurança com fundamento no
direito líquido e certo que o denunciado adquiriu com a
rejeição da denúncia.
49. Caio propôs demanda
que foi distribuída à 15a
Vara Federal de São Paulo. Esse juízo entendeu que não tinha
competência para julgar a demanda, remetendo os autos para a
Justiça Comum do Estado de São Paulo, onde foram distribuídos
à 5a Vara
Cível. Este Juízo entende que a competência é efetivamente da
Justiça Comum Federal, razão pela qual
a)
deverá suscitar o
conflito negativo de competência, que será julgado pelo
Superior Tribunal de Justiça.
b) deverá suscitar o conflito negativo de
competência, que será julgado pelo Tribunal de Justiça de São
Paulo.
c) deverá extinguir o processo sem julgamento
de mérito, diante de sua incompetência absoluta.
d) nada poderá ser feito, diante da
impossibilidade de um juiz estadual descumprir a decisão de um
juiz federal do mesmo grau de jurisdição.
50. Túlio propôs ação de reintegração de posse
cumulada com perdas e danos em face de Tício, a qual foi julgada
procedente e passou em julgado. Túlio iniciou a liquidação das
perdas e danos por artigos. Após a devida instrução, foi
proferida decisão condenando Tício ao pagamento de R$
123.000,00 (cento e vinte e três mil reais), não tendo as
partes recorrido. Sob o fundamento de que a prova fundamental
produzida por Túlio, e que é a responsável direta pelo
resultado da demanda, é materialmente falsa, Tício
a)
poderá propor ação
rescisória, até dois anos após o trânsito em julgado.
b) poderá propor ação anulatória, na
medida em que a sentença em liquidação não é de mérito e
sim meramente homologatória.
c) não poderá propor nenhuma medida, na
medida em que não foi interposto recurso contra a sentença que
julgou a liquidação, ocorrendo, portanto, a preclusão de todo
e qualquer meio de impugnação, inclusive das ações
autônomas.
d) poderá tomar as medidas necessárias no
juízo criminal e sendo Túlio condenado pela falsidade do
documento, automaticamente estará anulada a sentença proferida
na liquidação, diante do princípio da harmonia dos julgados.
51. César interpôs recurso especial contra V. Acórdão
do Tribunal de Justiça de São Paulo, alegando que a decisão
recorrida contrariou lei federal (primeiro fundamento) e deu
interpretação à lei federal divergente da que foi dada por
outro Tribunal (segundo fundamento). A 3a
Vice-Presidência do Tribunal local admitiu o recurso especial
somente pelo segundo fundamento. Distribuído o recurso no
Superior Tribunal de Justiça, foi o mesmo regularmente
encaminhado para julgamento, tendo a Turma Julgadora dado
provimento com base na alegação de que a decisão recorrida
contrariou lei federal, não conhecendo da divergência
jurisprudencial, por ausentes os requisitos formais. Desta
maneira,
a)
a Turma Julgadora
agiu corretamente, na medida em que, admitido o recurso especial
por um de seus fundamentos, todos poderão ser conhecidos e
eventualmente providos.
b) a Turma Julgadora errou, na medida em que,
com relação ao primeiro fundamento, operou-se a preclusão, de
vez que deveria César interpor agravo regimental contra a
decisão de inadmissibilidade.
c) a 3a Vice-Presidência
errou, de vez que não poderia negar seguimento parcial ao
recurso especial.
d) a Turma Julgadora errou, porquanto os
fundamentos apresentados ensejariam recurso extraordinário e
não o especial.
52. Júlio propôs ação de nunciação de obra nova em
face de Tício, tendo o MM. Juiz de Direito concedido o embargo,
do qual foi lavrado auto circunstanciado e intimado o réu.
Contestada a demanda, foi proferida sentença, julgando
procedente o pedido. Inconformado, Tício interpôs recurso de
apelação, o qual foi regularmente processado, pendendo
julgamento pelo tribunal ad quem.
Tício resolve dar prosseguimento à obra. Contra esse ato,
Júlio deverá
a)
ingressar com
protesto judicial perante o tribunal ad quem, para que
este determine o cumprimento do embargo.
b) requerer o seqüestro do imóvel, nomeado
terceiro como depositário.
c) ingressar com medida cautelar de atentado,
a qual será processada pelo juízo que prolatou a sentença.
d) requerer o arresto do imóvel, nomeado o
requerente como depositário.
53. Pompeu propôs ação de depósito em face de
Semprônio, a qual foi julgada procedente, condenando o réu a
devolver o bem objeto do contrato. A sentença foi omissa acerca
de eventual prisão de Semprônio em caso de não entrega do bem.
Transitada em julgado a sentença, Pompeu deverá pleitear
a)
o pagamento do
equivalente em dinheiro, na medida em que não é mais possível
a tutela específica diante da omissão.
b) a entrega do bem, sob pena de Semprônio
vir a ser preso pelo prazo máximo de um ano, sendo certo que,
após devidamente cumprida a pena, Semprônio estará liberado da
obrigação de entrega.
c) a entrega do bem sob pena de ser decretada
a prisão civil, independente de eventual busca e apreensão,
sendo certo que apreendido o bem, cessará imediatamente a
prisão civil.
d) o pagamento de perdas e danos, por isso que
a legislação brasileira não permite a prisão civil do devedor
em nenhuma hipótese.
54. Crasso aforou demanda em face de Augusto, pleiteando
a condenação deste ao pagamento de indenização por danos
morais e patrimoniais. Na audiência preliminar de tentativa de
conciliação e fixação de pontos controvertidos foi indeferida
a produção de prova pericial pleiteada por Crasso para
demonstrar o valor dos danos patrimoniais sofridos. Inconformado
com essa decisão, Crasso interpôs agravo retido. Processada,
regularmente, a demanda, foi a mesma julgada improcedente. Crasso
apelou e requereu o exame de seu agravo retido. A Turma
Julgadora, por maioria de votos, negou provimento ao agravo
retido e manteve a r. sentença no que se refere ao dano moral e,
por unanimidade, manteve a sentença no que se refere aos danos
patrimoniais. Diante dessa decisão, Crasso poderá interpor
embargos infringentes
a)
no que se refere ao
indeferimento da produção de prova pericial e indenização por
dano moral.
b) acerca de toda matéria decidida pela Turma
Julgadora.
c) no que se refere ao indeferimento da
produção de prova pericial, tendo em vista o caráter
prejudicial da matéria.
d) no que se refere à indenização por dano
moral.
55. São procedimentos
cautelares nominados especificamente no Código de Processo
Civil:
a)
a justificação, o
protesto, a caução e a exibição.
b) o arresto, o seqüestro, a nunciação de
obra nova e o arrolamento de bens.
c) a anulação e substituição de título ao
portador, o arresto, o seqüestro e a produção antecipada de
provas.
d) a habilitação incidente, a nunciação de
obra nova, o arresto e o seqüestro.
56. Determinado acórdão, não unânime, foi publicado
no dia 10, sexta-feira. No dia 13 (segunda-feira) e no dia 24
(sexta-feira), não houve expediente forense. O prazo para a
interposição do recurso de Embargos Infringentes expira no dia
a)
23, quinta-feira.
b) 28, terça-feira.
c) 20, segunda-feira.
d) 22, quarta-feira.
57 Tem vez a liqüidação da sentença por artigos,
quando
a)
o valor da
condenação for apurado por cálculo aritmético elaborado e
apresentado pelo credor, impugnado pelo devedor e, por isso,
depender de perícia contábil.
b) o valor da condenação depender de
cálculo complexo, incluindo juros capitalizados ou conversão de
moeda estrangeira, dependendo de cálculo a ser elaborado pelo
contador judicial.
c) for necessária a designação de perito
judicial para avaliar o dano objeto da condenação e responder
aos quesitos formulados pelas partes.
d) for necessário alegar ou provar fato novo
para se determinar o valor da condenação.
58. Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o
direito sobre que controvertem autor e réu, poderá, até ser
proferida sentença, utilizar-se, contra ambos, do instituto
processual de
a)
Embargos de Terceiro.
b) Oposição.
c) Nomeação à Autoria.
d) Interdito Proibitório.
59. A pluralidade de partes no pólo passivo,
possibilitada pela natureza da relação jurídica substancial,
na hipótese de sentença uniforme para todos os demandados, é
considerada espécie de litisconsórcio
a)
necessário.
b) facultativo.
c) unitário.
d) simples.
60. Os Embargos de Terceiro são conceituados como medida
de natureza
a)
declaratória visando
a afastar ato de constrição praticado por particular.
b) condenatória contra ameaça, esbulho ou
turbação decorrente de ato administrativo.
c) declaratória contra ameaça, esbulho ou
turbação decorrente de ato judicial ilegal.
d) constitutiva negativa contra ameaça,
esbulho ou turbação proveniente de ato judicial abusivo.
61. Relativamente aos
modos de apreciação da culpa do agente no caso em julgamento,
ter-se-á culpa in abstrato,
quando se
a)
verifica que a lesão
de direito adveio de uma abstenção.
b) examina a imprudência do agente.
c) considera a questão da negligência do
agente.
d) analisa comparativamente a conduta do
agente com a do homem normal.
62. A hipoteca conferida aos descendentes sobre os
imóveis do ascendente, que lhes administra os bens, é hipoteca
a)
legal.
b) cedular.
c) judicial.
d) convencional.
63. Se, numa locação de obra, se estabelecer um limite
de valor que não poderá ser ultrapassado pelo empreiteiro,
configurada está a empreitada por preço
a)
de custo.
b) fixo absoluto.
c) fixo relativo.
d) máximo.
64. Se vários forem os procuradores, podendo um agir na
falta do outro pela ordem de nomeação, ter-se-á mandato plural
a)
fracionário.
b) substituto ou sucessivo.
c) solidário.
d) conjunto.
65. A emissão de títulos de crédito, que não
representam qualquer negócio, feita pelo marido antes da
separação judicial, para prejudicar a mulher na partilha de
bens, é suscetível de anulação por haver simulação
a)
absoluta.
b) relativa subjetiva.
c) relativa objetiva.
d) maliciosa.
66. "A" deve a "B" R$ 50.000,00.
"C", amigo de "A", sabendo do débito, pede
ao credor que libere "A", pois ele, "C",
passará a ser o novo devedor. A hipótese configura novação
a)
subjetiva passiva por
delegação.
b) objetiva.
c) subjetiva passiva por expromissão.
d) subjetiva ativa.
67. Se o testador, ao instituir uma pluralidade de
herdeiros ou legatários, os declara substitutos uns dos outros,
para o caso de qualquer deles não querer ou não poder aceitar a
liberalidade, tipificada está a substituição
a)
ordinária singular.
b) compendiosa.
c) recíproca.
d) ordinária plural.
68. A pessoa obrigada, por dois ou mais débitos da mesma
natureza, a um só credor, tem o direito de indicar a qual deles
oferece pagamento, se todos forem líqüidos e vencidos. Essa
forma de extinção das obrigações é conhecida por
a)
dação em pagamento.
b) remissão de dívida.
c) transação.
d) imputação do pagamento.
69. O pacto comissório é
a)
cláusula contratual
pela qual um dos contratantes nomeia pessoa para representá-lo
na assinatura de escrituras ou atos de transferência de
domínio.
b) cláusula contratual pela qual, não se
pagando o preço até certo dia, fica facultado ao vendedor
desfazer o contrato ou pedir o pagamento do preço.
c) forma de extinção das obrigações, pela
qual o credor cede o seu crédito a terceiros, transferindo-lhes
os direitos dele decorrentes, com a anuência do devedor.
d) acordo entre os diversos credores de
comerciante em concordata, pelo qual o comissário assume a
direção da concordatária e pactua o pagamento proporcional dos
créditos privilegiados e dos quirografários.
70. Na área rural de um determinado município, existe
um armazém alugado para uma pessoa física, com a finalidade
específica de ali explorar o ramo de venda, a varejo, de
alimentos e de bebidas. Essa locação
a)
tem natureza rural,
sendo, pois, regulada pelo Estatuto da Terra e pela legislação
correlata.
b) tem natureza não residencial, sendo, pois,
regulada pela atual Lei do Inquilinato (Lei no
8.245/91).
c) tem natureza não residencial, mas a ela
não se aplicam as disposições do Estatuto da Terra nem as da
Lei do Inquilinato, sendo regida, pois, pelo Código Civil.
d) não é tratada como locação, mas sim
como posse, estando sujeita às medidas possessórias
específicas previstas no Código Civil e no Estatuto da Terra.
71. A Companhia ou
Sociedade Anônima tem o capital dividido em ações. No tocante
ao direito concedido aos respectivos titulares, as espécies
dessas ações são
a)
ordinárias,
preferenciais ou de fruição.
b) nominativas, ao portador e endossáveis.
c) escriturais, nominativas e fungíveis.
d) ordinárias, preferenciais e escriturais.
72. Quando duas ou mais pessoas, sendo ao menos uma
comerciante, se reúnem, sem firma social, para lucro comum, em
uma ou mais operações de comércio determinadas, trabalhando
um, alguns ou todos, em seu nome individual para o fim social,
constituem uma sociedade
a)
de Capital e
Indústria.
b) em nome Coletivo ou com Firma.
c) em Conta de Participação.
d) por Quotas de Responsabilidade Limitada.
73. Na sociedade por quotas de responsabilidade limitada,
os seus sócios gerentes e os que fizerem uso da firma social
poderão ser havidos como solidária e ilimitadamente
responsáveis na hipótese de
a)
falência dessa
sociedade.
b) os sócios gerentes darem o nome à firma.
c) os sócios gerentes serem dispensados de
dar caução pelo contrato social.
d) a firma ou denominação social dessa
sociedade não ser seguida da palavra limitada.
74. A sociedade que pode adotar como nome comercial uma
firma ou uma denominação é a
a)
anônima.
b) por quotas de Responsabilidade Limitada.
c) em Comandita.
d) de Capital e Indústria.
75. Subsidiária integral é a companhia constituída por
a) escritura pública, tendo como único
acionista a sociedade brasileira.
b) escritura pública ou instrumento
particular, tendo como único sócio uma pessoa física.
c) instrumento particular, tendo como único
sócio uma Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada.
d) escritura pública ou instrumento
particular, tendo como único acionista uma Companhia ou
Sociedade Anônima.
76. As ações preferenciais, sem direito de voto,
poderão tê-lo se a sociedade anônima deixar de pagar
a)
dividendos por três
anos.
b) dividendos fixos ou mínimos a que fazem
jus pelo prazo previsto no Estatuto, não superior a três
exercícios consecutivos.
c) dividendos obrigatórios pelo prazo
previsto no Estatuto, não superior a três anos conseqüentes.
d) dividendos mínimos a que fazem jus, pelo
prazo previsto no Estatuto.
77. O aceite
a)
na letra de câmbio,
é a declaração do sacado, de que se compromete a pagar o
título no vencimento, convertendo-se em aceitante e, como tal,
no principal obrigado.
b) em todos os títulos de crédito, exceto no
cheque, é a declaração prestada pelo terceiro garantidor,
assumindo a posição de principal pagador.
c) existente apenas na duplicata é a
assinatura do credor, no verso da cártula, transferindo a
terceiro o direito de crédito ali representado.
d) na letra de câmbio e na nota promissória
é a declaração do sacador, ou do sacado, ou do emitente, de
que se compromete a pagar o título no seu vencimento.
78. O protesto de um título de crédito é
imprescindível à promoção de
a)
execução judicial
do crédito por ele representado.
b) ação monitória fundada no contrato que
deu origem ao título.
c) pedido de falência contra o emitente do
título.
d) habilitação do crédito representado pelo
título na concordata do emitente.
79. Proposta ação renovatória de locação comercial,
o locador, em contestação, pediu a retomada do prédio locado
para nele instalar o futuro consultório dentário de sua filha,
cuja formatura na Faculdade de Odontologia está prevista para o
final do corrente ano. A sentença julgou procedente a
renovatória e indeferiu a retomada. Na sua opinião,
a)
a sentença está
certa porque não existe fundo de comércio constituído há mais
de um ano, requisito fundamental para deferir-se a retomada para
uso de descendente.
b) a sentença está certa porque a retomada
somente pode ser exercida pelo próprio locador, para uso
próprio, ou para uso de sociedade da qual seja majoritário.
c) a sentença está errada porque é
perfeitamente possível o pedido de retomada tal como foi
formulado na contestação.
d) a sentença está errada porque existe
presunção de sinceridade a favor do retomante, cabendo ao
locatário, autor da ação, o ônus de elidi-la.
80. Entende-se por contrato de Representação Comercial
aquele em que uma parte,
a)
o representado,
nomeia um procurador, o representante comercial, com poderes para
administrar bens, vender, negociar preço e condições de
pagamento de bens imóveis, gerir sociedade comercial e praticar
atos de comércio em caráter eventual, em nome do representado,
em território geográfico diverso daquele onde este atua.
b) o representante, se obriga, mediante
remuneração, a realizar negócios mercantis, agenciar
negócios, em caráter não eventual, em favor de outra parte, o
representado, contrato esse também conhecido pela denominação
de "agência".
c) um profissional autônomo, pessoa física
(o representante), se obriga a realizar a distribuição de
produtos de outra parte (o representado), em território
geográfico diverso daquele onde se encontra a atividade
principal deste último, recebendo, por essa distribuição, uma
remuneração percentual sobre os valores líqüidos dos produtos
distribuídos.
d) o representado, possibilita a terceiro, o
representante, o uso de suas marcas e de seus produtos, em
território geográfico diverso daquele em que o primeiro exerce
o comércio, recebendo o representante uma remuneração mensal
(a comissão) calculada sobre o resultado líqüido do
exercício, deduzida a taxa previamente combinada a título de
pagamento pelo uso da marca comercial.
81. De acordo com o
disposto na Consolidação das Leis do Trabalho, art. 59 § 2o,
poderá ser dispensado o adicional de horas extraordinárias se,
por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o
excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente
diminuição em outro, de maneira que não exceda à soma das
jornadas semanais de trabalho previstas, no período de
a)
uma semana.
b) um mês.
c) um trimestre.
d) 120 dias.
82. São formas de integração do Direito do Trabalho,
previstas no art. 8o,
da Consolidação:
a)
a analogia, a
eqüidade, os princípios de Direito e de Direito do Trabalho.
b) a analogia, a eqüidade, os costumes e os
princípios e normas gerais de Direito.
c) a eqüidade, os princípios gerais de
Direito e a doutrina.
d) a sentença normativa, a analogia, a
eqüidade e os costumes.
83. O prazo de eficácia das normas coletivas estipuladas
em Convenções ou Acordos não poderá ter duração superior a
a)
um ano.
b) dois anos.
c) três anos.
d) cinco anos.
84. Assinale a afirmação verdadeira.
a)
Para ter direito ao
adicional de transferência, basta , ao empregado, ser
transferido de setor de trabalho.
b) O adicional de periculosidade é calculado
sobre o salário do empregado, na base de 10%, 20% ou 40%, de
acordo com o seu grau.
c) A prescrição somente pode ser alegada na
contestação.
d) O adicional de insalubridade só pode ser
determinado mediante perícia técnica.
85. O não comparecimento do reclamante na audiência
inicial implica em
a)
arquivamento da
ação.
b) adiamento da audiência.
c) aplicação de pena de confissão ao
reclamante.
d) realização da audiência sem a presença
do reclamante.
86. Indique a situação que não representa justa causa
para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador.
a)
Desídia no
desempenho das respectivas funções.
b)
Decretação da
prisão temporária do empregado.
c) Prática constante de jogos de azar.
d) Violação de segredo da empresa.
87. São assegurados à categoria dos trabalhadores
domésticos os seguintes direitos:
a)
salário mínimo;
FGTS; salário-família; aposentadoria.
b)
licença à gestante;
férias anuais sem a remuneração de um terço a mais do que o
salário normal; alimentação e vestuário; vale-transporte.
c) irredutibilidade do salário;
participação nos lucros ou resultados; horas extras; adicional
noturno.
d) aviso prévio; licença-paternidade;
repouso semanal remunerado; décimo terceiro salário.
88. Se o Juiz mantiver o valor dado à causa, mesmo
impugnado por qualquer das partes, a referida decisão poderá
ser imediatamente atacada por meio de
a)
correição parcial.
b) agravo de instrumento.
c) pedido de revisão.
d) recurso ordinário.
89. Aponte a alternativa correta.
a)
Todo trabalhador é
obrigado a filiar-se a sindicato.
b) É vedada a dispensa do empregado
sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de
direção sindical e, se eleito, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
c) É facultativa a participação dos
sindicatos nas negociações coletivas do trabalho.
d) Para fundar um sindicato na mesma base
territorial de outro já existente, é necessário pedir
autorização do Estado, nos termos da lei.
90. O responsável solidário, integrante do grupo
econômico, pode ser sujeito passivo na execução quando
a)
constar no título
executivo judicial como devedor, mesmo sem ter participado da
relação processual como reclamado.
b) em nenhuma hipótese, já que a
solidariedade não se presume e é excepcional.
c) tiver participado da relação processual
como reclamado e, portanto, estiver constando no título
executivo judicial como devedor.
d) em qualquer hipótese, já que a
solidariedade se presume e não é excepcional.
91. Ex-funcionário do
Instituto Nacional de Seguridade Social, entidade onde exerceu a
função de fiscal de contribuintes, aposentou-se recentemente,
tendo obtido sua inscrição como advogado, junto à Seccional da
OAB. Especialista em legislação previdenciária, pretende
utilizar os seus conhecimentos e longa experiência na matéria,
em favor de novos clientes, patrocinando interesses contra o
INSS. Em face do regramento ético-profissional, esse advogado
a)
está impedido de
advogar contra o INSS, mas pode dar pareceres, assessoria e
consultoria sobre a entidade, aos novos clientes.
b) não pode dar pareceres, assessoria e
consultoria sobre o INSS, mas pode patrocinar causas contra a
mesma entidade.
c) está impedido de advogar, dar pareceres,
assessoria e consultoria, para novos clientes, contra ou sobre a
entidade, pelo período de dois anos, respeitado eternamente o
sigilo profissional.
d) está impedido de advogar contra a
entidade, pelo período de dois anos, mas poderá, a qualquer
momento, dar pareceres, assessoria e consultoria sobre a
entidade, desde que respeite o sigilo profissional.
92. Os recursos contra questões decididas pela diretoria
da Caixa de Assistência dos Advogados devem ser julgados,
privativamente,
a)
pelo Conselho
Seccional ao qual esteja ligada a entidade.
b) pelo Conselho Federal.
c) pelo Tribunal de Ética e Disciplina da
respectiva Seccional.
d) pela própria diretoria da Caixa de
Assistência dos Advogados.
93. Julius, advogado inscrito na OAB, pretende prestar
serviços para um grande escritório de contabilidade, mediante
contratação. No contrato, constará cláusula em que
responderá pelo Departamento Jurídico da empresa e que ali
poderá patrocinar os interesses jurídicos dos clientes do
escritório de contabilidade e da sua banca particular de
advocacia. À luz do regramento ético, Julius
a)
não estará
infringindo qualquer disposição do Estatuto da Advocacia e do
Código de Ética e Disciplina.
b) terá que restringir suas atividades
profissionais às questões pertinentes apenas ao Departamento
Jurídico, como defesas fiscais (administrativas e judiciais),
vistos em contratos sociais e dissoluções sociais em que não
haja impedimento para o patrocínio.
c) poderá atender e patrocinar apenas os
interesses dos clientes do escritório de contabilidade e do seu
Departamento Jurídico, devendo sempre prevalecer o interesse do
escritório contratante.
d) estará impedido de advogar em qualquer
situação em face da possibilidade do surgimento de conflito de
interesses entre os clientes do escritório de contabilidade, o
próprio escritório de contabilidade e sua banca particular de
advocacia.
94. Advogado vinculado à Fazenda Pública pretende
patrocinar, em nome de terceiro, ação de jurisdição
voluntária, visando à retificação de registro imobiliário,
referente às medidas e área de terreno, lindeiro a imóvel
pertencente à mesma Fazenda Pública que o remunera. Em face das
regras estatutárias e éticas,
a)
por se tratar de
procedimento contencioso, o profissional poderá propor
livremente a ação em nome de seu cliente.
b) se a ação de jurisdição voluntária
vier a tornar-se litigiosa, o profissional deverá renunciar ou
substabelecer o mandato recebido de terceiro.
c) o profissional estará impedido de promover
a ação de retificação de registro imobiliário, com ou sem
interesse do Estado.
d) o profissional só poderá promover a
ação em nome de terceiro se o Estado não tiver interesse na
área.
95. O Conselho Seccional de cada Estado compõe-se de
Conselheiros em número proporcional ao de seus inscritos,
segundo critérios estabelecidos no Regulamento Geral. Todos os
Conselheiros têm direito a voz nas sessões do mesmo Conselho.
Por disposição estatutária, também têm direito a voz, quando
presentes às sessões do Conselho Seccional,
a)
os Conselheiros das
Subsecções, com mais de 2.000 advogados inscritos.
b) o Presidente da Associação dos Advogados
do local onde esteja sendo realizada a sessão.
c) os advogados decanos, com mais de 30 anos
de inscrição na Seccional onde atuam efetivamente.
d) o Presidente do Instituto dos Advogados
local.
96. Advogado do interior, diretor de clube social e
esportivo, pretende auxiliar financeiramente sua entidade,
obtendo em troca o direito de ter o seu nome, ou o do seu
escritório, em todo material utilizado pela agremiação,
inclusive em uniformes esportivos, campos de futebol e
instalações socioesportivas. Segundo o regramento ético
vigente e interpretação do Tribunal de Ética e Disciplina, a
inscrição do nome do advogado ou do seu escritório, em
material publicitário, só poderá ocorrer quando
a)
o anúncio for
veiculado em revistas e jornais.
b) os objetivos forem humanitários.
c) os objetivos forem inteiramente sociais.
d) o anúncio for examinado e autorizado pelo
Tribunal de Ética e Disciplina.
97. A incidência em erros reiterados que evidenciem
inépcia profissional do advogado, poderá determinar a sua
suspensão dos quadros da OAB, até que preste novas provas de
habilitação em Exame de Ordem. Esse tipo de falta decorre de
a)
entendimento
jurisprudencial dos Tribunais de Ética e Disciplina.
b) previsão no Código de Ética e
Disciplina.
c) regramento contido no Estatuto da OAB.
d) determinação da Comissão de Estágio e
Exame de Ordem.
98. Os advogados e os escritórios de advocacia que
colaboram ou permitem que colunas ou páginas sociais de jornais
de pequena e média circulação, da capital e cidades do
interior, publiquem reportagens sobre suas atividades, quase
sempre com inclusão de fotos dos profissionais e colaboradores
em plena atividade e muitas referências pessoais,
a)
não ferem o
regramento ético, desde que exista jornalista responsável pelas
colunas ou páginas sociais.
b) não ferem o regramento ético, se evitarem
a inclusão de fotografias próprias e dos colaboradores.
c) ferem o regramento ético, se permitirem
apenas a inclusão de fotos, sendo autorizada a descrição de
suas atividades.
d) ferem o regramento ético, por falta de
sobriedade, caracterizando imoderação e falta de discrição.
99. Quando da aplicação das sanções disciplinares
estabelecidas no Estatuto da Advocacia, os Tribunais de Ética e
Disciplina deverão considerar, para fins de atenuação, as
seguintes circunstâncias, entre outras:
a)
ter o advogado
saldado multa penal, anteriormente aplicada, superior a 20 vezes
o valor da anuidade estabelecida.
b) ter o infrator prestado relevantes
serviços à advocacia ou à causa pública.
c) ter o infrator obtido perdão do Conselho
Federal.
d) o advogado já ter sido condenado na esfera
cível ou criminal.
100. As sanções disciplinares aos advogados que
cometerem infrações ético-disciplinares consistem em: censura,
suspensão, exclusão e multa, devendo constar dos assentamentos
do inscrito, após o trânsito em julgado da decisão, não
podendo ser objeto de publicidade a de censura. A pena de
exclusão dos quadros da OAB é aplicável nos casos de
aplicação de suspensão, por três vezes, e no caso de o
advogado
a)
tornar-se moralmente
inidôneo para o exercício da advocacia.
b) solicitar ou receber de constituinte
qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta.
c) recusar-se, injustificadamente, a prestar
contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por
conta dele.
d) deixar de pagar as contribuições, multas
e preços de serviços devidos à OAB, depois de regularmente
notificado a fazê-lo.



