Comissão de Direitos Humanos quer apurar irregularidades em prisões


12/02/2001

Comissão de Direitos Humanos quer apurar irregularidades em prisões

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP está preocupada com a crise nos presídios e cadeias paulistas. Tanto que interveio junto às Ouvidorias da Polícia e à Secretaria de Administração Penitenciária, solicitando providências no sentido de apurar denúncias e sanar irregularidades.

Na Penitenciária do Butantã, cobrou providências sobre a superlotação carcerária. Embora a capacidade do presídio seja de 22 presas, o número já atinge 141 presas. E , no Dacar 4, chamou a atenção para reportagem veiculada pela imprensa, afirmando não haver atendimento médico, remédios e comida para os presos, além de ser permitido o convívio de portadores de moléstias infecto-contagiosas com os demais.

A Comissão denunciou, ainda, em conjunto com a Subsecção de Taubaté, as penalidades indiretas impostas aos presos na Cadeia Pública daquela cidade, determinadas pela superlotação, falta de condições de higiene, falta de assistência jurídica etc. O coordenador da Comissão, João José Sady, alerta que " A situação parece estar sob controle, temporariamente, mas sujeita a explodir novamente, em nova safra de mortes, em razão de que continuam os mesmos problemas que constituíram o estopim da revolta ocorrida em novembro passado".
Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB-SP, pelo telefone 239-5122, ramal 224