Direitos Humanos pede apuração de morte no 13 DP


24/01/2002

Direitos Humanos pede investigação sobre morte no 13 DP

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB-SP solicitou ao juiz corregedor da Divisão de Inquéritos Policiais (DIPO), Maurício Lemos Porto, ao ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Fermino Fecchio Filho, e ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, a apuração da morte de Gildete Gonçalves de Souza, presa em flagrante por homicídio, no dia 29 de dezembro de 2001, no 13º DP da Capital.

De acordo com o boletim de ocorrência, Gildete foi encontrada morta, aparentemente enforcada por um lençol, na cela forte da delegacia. Desde então, a Comissão vem recebendo informações de pessoas que mantêm contato com os demais presos, de que na noite da ocorrência teriam ouvido gritos de desespero da presa, como se estivesse sendo torturada.

Representantes da CDH estiveram na delegacia para uma investigação preliminar e constataram que não existe cela forte, como foi mencionado no boletim, e os presos autuados em flagrante ficam em celas de trânsito –gradeadas de forma que o preso fique permanentemente à vista do carcereiro de plantão –, que não possuem lençóis, o que descarta a hipótese de suicídio. A Comissão também não tem informações se a necropsia foi realizada e se, em caso afirmativo, o resultado tenha sido concluído.

A Comissão oficiou o pedido no dia 22 de janeiro e aguarda a resposta do DIPO, da Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo e da Secretaria de Segurança Pública do Estado sobre o episódio. “Esses fatores são mais do que suficiente para justificar a instauração de uma sindicância para a apuração do caso. Esperamos que sejam tomadas as devidas providências”, afirma João José Sady, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP.


Mais informações para a Imprensa pelos telefones (11) 3105-0465 ou 3241-5122, ramal 224.