Direitos Humanos quer esclarecimento sobre assassinato no parlatório do CDP do Belém


15/04/2002

Direitos Humanos acompanha sindicância

O assassinato brutal do preso Dionízio de Aquino Severo no parlatório – sala destinada ao contrato entre presos e advogados – do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, diante de sua advogada, Maura Marques, fez com que a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB SP instaurasse uma sindicância para apurar o crime.

A Comissão já formalizou a abertura do inquérito ao secretário da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furukawa, e designou os advogados Fábio Roberto Gaspar e Denys Ricardo Rodrigues para acompanharem as investigações.

Severo estava conversando com sua advogada no parlatório quando um grupo de presos invadiu o local. Na confusão, Maura Marques se jogou ao chão para se proteger e, ao levantar, soube que seu cliente tinha sido assassinado por outro preso que estava na sala, José Edson da Silva, seqüestrador e assaltante que confessou ser o mandante da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

O preso assassinado ficou conhecido por ser resgatado de helicóptero, em janeiro, da Penitenciária José Parada Neto em Guarulhos. Preso no dia 4 pela polícia de Alagoas, ele aguardava transferência para o Presídio de Presidente Bernardes e era do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), facção rival do Primeiro Comando da Capital (PCC). A morte de Severo aconteceu três dias depois de o delegado seccional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Júnior, ter afirmado que havia coincidências ligando o preso à quadrilha que assassinou Celso Daniel.

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