CRIMINALISTAS RELATAM PRECONCEITO E FALTA DE SEGURANÇA


02/12/2002

CRIMINALISTAS RELATAM PRECONCEITO E FALTA DE SEGURANÇA

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil secção São Paulo (OAB-SP) esteve reunida no dia 21 de novembro com diversos advogados criminalistas, na sede da entidade, buscando maior integração com os profissionais que têm contato direto com os presos. No encontro, além de relatarem os métodos violentos que são aplicados pelos policiais dentro do sistema penitenciário, também comentaram as situações de preconceito que vivenciam e a falta de segurança a que estão submetidos nos parlatórios e nas visitas a clientes presos.


Os criminalistas desmentiram a versão de que a polícia de São Paulo estaria mudando seus métodos de trabalho e contaram que presenciam cotidianamente cenas de violência, extorsão e tortura. “Essas agressões sempre são denunciadas à CDH por parentes da vítimas, mas raramente por advogados. Esse assunto volta a ser detalhado numa próxima reunião, ainda a ser marcada, no auditório do Fórum Criminal da Barra Funda”, explica o coordenador da Comissão de Direitos Humanos, João José Sady.

Durante a reunião, um dos assuntos mais discutidos foi a descortesia e o preconceito a que os criminalistas estão submetidos, já que uma parcela da mídia estaria condicionada a associar sua profissão com a de “sócio de bandido”. “Além dessa pressão moral existe ainda a questão da segurança física nos parlatórios, que preocupa a todos os advogados que têm de se dirigir até a prisão. Para tentar resolver isso, estamos marcando uma audiência com o Secretário de Administração Penitenciária”.



Mais informações na Assessoria de Imprensa da OAB-SP, fones 3291-8175/79.