Estudante de Direito é assassinada


14/02/2003

Estudante de Direito é assassinada

NOTA OFICIAL

O assassinato da estudante de Direito, Marilza Borges Passos, de 24 anos, numa tentativa frustrada de roubo, na Zona Leste de São Paulo, nos faz refletir sobre a violência e seu continuado impacto negativo sobre as futuras gerações. São Paulo, hoje, lidera o ranking de mortes violentas de jovens, entre 15 e 24 anos, de acordo com o Mapa da Violência 1 da Unesco, Ministério da Justiça e Instituto Ayrton Sena.
A violência vem vitimando uma grande parcela de jovens e difundindo o medo nos demais. Isso constitui uma sentença de morte branca para as futuras gerações e nos leva a exigir do Poder Público a adoção de medidas urgentes, capazes de reverter esse grave quadro. Os recursos destinados a combater a criminalidade no país precisam ter a devida contrapartida das autoridades, possibilitando que todo jovem possa vencer a barreira da violência, tendo garantido seu direito fundamental à vida.
Não se pode esquecer , também, que a violência deve ser combatida em suas causas estruturais, a partir da mudança da perversa equação da distribuição de renda, que afeta de forma mais incisiva a parcela mais jovem da população, em sua maioria sem trabalho, sem educação, sem lazer e sem perspectiva de vida. Ou o País opta por salvar seus jovens, ou continuará a arcar com os grandes custos sociais e econômicos da criminalidade, comprometendo seu futuro.

Valter Uzzo
Secretário-Geral da OAB SP