Advogado agredido por policial


10/03/2003

Advogado agredido por policial

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB SP, João José Sady, solicitou ao secretário-adjunto do Estado da Segurança Pública, Marcelo Martins de Oliveira, averiguação sobre o caso de agressão policial sofrida pelo advogado Flávio Luiz, no último dia 6 de janeiro. Nesta data, o advogado teria sofrido lesão corporal, constrangimento e uma série de ameaças contra a sua integridade física e moral por parte do soldado Eduardo Alves Maranhão.

Segundo Flávio Luiz, o problema começou quando ele e mais três amigos saíram de uma padaria e, ao perceberem que uma viatura policial estava fazendo averiguação de um carro suspeito, resolveram aguardar do lado de fora do veículo que estavam, para não ter que passar pelos policiais e interferir no seu trabalho. Neste momento, o soldado Maranhão, que ocupava o banco do motorista da viatura, questionou a atitude deles com palavras ofensivas. Luiz se identificou, ergueu os braços, respondeu ao policial e pediu respeito. O Policial Maranhão teve uma reação inesperada, humilhou, algemou e ameaçou o advogado, colocando-o no compartimento de presos da viatura.

Em seguida, Luiz foi levado ao 40º Distrito Policial e comunicado, pelo oficial responsável, que se nada constasse na consulta que fariam de seu nome, poderia ir embora. Por fim, ele foi liberado, mas ao sair do local, foi ameaçado novamente pelo policial Maranhão, que o aguardava do lado de fora da delegacia. No dia seguinte, o policial foi novamente procurá-lo próximo à padaria, sem farda, agrediu-o e ameaçou forjar algum material para ligá-lo a algum delito, só para ele ser preso em flagrante. Segundo o advogado, o soldado também alertou que, dependendo do local onde Luiz fosse autuado, poderia até matá-lo.

Preocupado com as atitudes do policial, Luiz se dirigiu à 18ª Companhia da Polícia Militar e registrou a ocorrência. O advogado também solicitou assistência jurídica para a Comissão de Prerrogativas da OAB SP, além de representação contra o agressor. No ofício encaminhado pelo coordenador da CDH ao secretário adjunto, também foi anexado um relatório completo sobre caso, feito por Flávio Luiz, citando, inclusive, nome de testemunhas. “Esperamos que este documento engrandeça a investigação e traga uma solução rápida para o caso”, diz Sady.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB SP, pelos telefones 3291-8175/82.