Desagravo a Orlando Maluf Haddad lota salão nobre


13/03/2003

Desagravo a Orlando Maluf Haddad lota salão nobre

“ O fato do desagravo ao vice-presidente da OAB SP, Orlando Maluf Haddad, ter reunido algumas das mais expressivas lideranças da Advocacia brasileira , demonstra a indignação de todos diante das críticas infundadas desferidas pelo deputado Roque Barbiere contra ele e contra a Ordem, uma vez que na ocasião Orlando ocupava interinamente a Presidência, além de expressar a união dos advogados na defesa de seus dirigentes e da sua instituição maior ”, afirmou o presidente da OAB SP, Carlos Miguel Aidar. Ele abriu o ato solene de desagravo, concedido pelo Conselho Federal da OAB , e que lotou o salão nobre e a sala dos Conselheiros, com a presença de representantes de mais de 100 Subsecções. No bojo das críticas de Haddad ao aumento abusivo das taxas cartorárias, o deputado afirmou: "Ele (Orlando) afirmou que a OAB defende o cidadão. Defende nada. A OAB defende muito mal os clientes quando eles pagam". E sobre Haddad, comentou: "o presidente da OAB , que tem um nome muito sugestivo, Maluf, que lembra muita coisa honesta, muita decência, que fez críticas também à lei".

Na presidência dos trabalhos, Rubens Approbato Machado, presidente do Conselho Federal , destacou que o desagravo é uma arma civilizada que deve ser usada quando um advogado é ofendido em suas prerrogativas. Approbato ressaltou que a ofensa a Orlando Maluf Haddad não foi só pessoal, teve uma abrangência maior, foi um ataque à própria entidade. “ O estatuto da Ordem prevê duas funções: a institucional e corporativa.Quando o povo estava sofrendo em decorrência dos aumentos das taxas cartorárias, Orlando, enquanto presidente em exercício da Seccional, falou forte, se fez presente em função dos interesses da cidadania. E fez mais, assumiu corajosamente essa luta contra interesses lobísticos , tendo a coragem de trazer o debate a público”, afirmou Approbato.

O conselheiro federal, Roberto Rosas, saudou o desagravado, lembrando que o desagravo concedido foi raro, porque obteve unanimidade , uma vez que o desagravado usou sua voz para defender interesses coletivos. Rosas colocou que os advogados repudiavam a ofensa vil do deputado contra a OAB, pelas lutas e tradições que sempre teve. Lembrou, também, as adversidade que um dirigente da OAB, uma vez que assume posições que contrariam inúmeros interesses. Ponderou que não queria entrar no mérito das críticas do deputado Roque Barbiere, mas que ele como defensor do povo, deveria apoiar as críticas de Orlando Maluf Haddad contra os aumentos abusivos.

Em seu pronunciamente, Orlando Maluf Hadda, classificou de “injusta e grosseira” as críticas que recebeu, afirmando que a sua repercussão pela mídia, ampliou a gravidade das mesmas. Justificou que a Ordem cumpriu sua função institucional ao se posicionar contra os aumentos, o que foi reconhecido pelo governo do Estado que, em poucos dias, abaixou os preços de alguns serviços cartorários e concordou em debater o assunto. Agradeceu as inequívocas e prontas manifestações do Conselho Federal e o apoio e solidariedade, principalmente da Diretora da OAB SP, conselheiros estaduais e federais, diretores e presidentes de Subsecções. Lembrou, ainda, que esta era a segunda vez que estava sendo desagravado. A primeira foi em 1979, quando recém formado, foi ofendido por um promotor. Na ocasião, ele foi desagravado pelo atual conselheiro nato Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, também estava presente ao ato de desagravo. “Desde essa oportunidade senti a força da Ordem e a solidariedade dos colegas”, finalizou.