Morte de investigador não foi esclarecida


09/05/2003

Morte de investigador não foi esclarecida

A Comissão de Direitos Humanos da OAB está solicitando à Secretaria de Segurança Pública do Estado informações sobre as investigações já apuradas com relação à morte do investigador de polícia Manoel Maria da Conceição Júnior. O agente foi baleado por bandidos no dia 15 de janeiro de 98, mas até hoje o crime não foi esclarecido à família. A CDH foi procurada pela mãe do investigador, que forneceu informações importantes de que o assassino já havia sido identificado por outros policiais, mas teria forjado a própria morte.

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, João José Sady, explica que a CDH foi procurada por Ana das Graças de Jesus Conceição, mãe do investigador de polícia morto, porque ela não encontrou respostas nos órgãos responsáveis pela investigação. “Segundo essa senhora, o criminoso teria forjado seu falecimento com a cumplicidade de funcionários do IML, bem como conveniente desaparecimento do prontuário com suas digitais. A fraude só teria sido descoberta porque ele foi reconhecido por policiais, travestido de cantor popular na capa do CD de um grupo musical”.

A imprensa chegou a divulgar, na época, que os fatos estariam sendo apurados pela Corregedoria de Polícia e pelo Ministério Público, mas a família do investigador nunca foi informada sobre o resultado dessas apurações. “Estamos, então, solicitando ao secretário Adjunto da Segurança Pública, Marcelo Martins de Oliveira, essas informações para que possamos informar a interessada qual o desfecho das investigações. Em caso de arquivamento, queremos cópias das peças ou os dados necessários para que possamos localizar e compulsar os autos dos procedimentos havidos. Queremos crer que ao ver tombar um agente policial diante de balas dos bandidos, a Polícia Civil não deixaria pedra sobre pedra até o deslinde de todo indício que pudesse levar à localização e punição dos culpados”.