Irregularidade na carceragem feminina de Arujá


04/06/2003

Irregularidade na carceragem feminina de Arujá

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP, João José Sady, oficiou ao secretário adjunto de Segurança Pública do Estado, Marcelo Martins de Oliveira, sobre as críticas da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude quanto às gravíssimas condições da carceragem feminina do distrito policial de Arujá.
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Segundo a Associação, foram encontradas 94 detentas em celas construídas para conter 24 pessoas. Dentre elas, 8 são soropositivas e não estão recebendo medicamentos. Dezesseis detentas, duas delas grávidas de sete meses, encontravam-se em regime de trancafiamento por vinte e quatro horas diárias, numa cela de 16 metros quadrados.
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As mulheres dormem em colchonetes amontoados pelo piso, expostas à falta de iluminação, de ventilação e a instalações elétricas desencapadas e extremamente perigosas. Todas são oriundas do município de Guarulhos, que faz fronteira com Arujá.
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Sady solicitou ao secretário que, diante de tais denúncias, sejam adotadas providências que assegurem às detentas o tratamento previsto em lei, com o mínimo de garantia de salubridade no estabelecimento carcerário onde estão encerradas.<br><br>

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