D´URSO LAMENTA ATENTADO CONTRA ADVOGADO EM SANTOS E QUER APURAÇÃO RÁPIDA


25/03/2004

D´URSO LAMENTA ATENTADO CONTRA ADVOGADO E QUER APURAÇÃO

O presidente da Seccional Paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso divulgou hoje (25/3) Nota pública, lamentando e repudiando a tentativa de assassinato do advogado criminalista Walter de Carvalho, de 62 anos, ocorrida na última terça-feira, em seu escritório, no centro da cidade de Santos.

O advogado está internado na Santa Casa de Santos, em estado grave, e foi novamente operado hoje devido a uma hemorragia. Walter teve elevada perda de sangue e seu diabetes é um complicador a mais em seu quadro clínico. De acordo com o presidente da Subsecção de Santos, Rodrigo Ferreira de Souza Figueiredo Lyra, ainda não sabe ao certo o motivo ou quem são os autores do crime.

Segundo a Polícia, o advogado iria atender um novo cliente sobre uma causa criminal, pela manhã, que acabou desmarcando e comparecendo na parte da tarde, acompanhado de um motoqueiro. O desconhecido desferiu três tiros contra o advogado, um no ombro e dois no abdomem, fugindo na garupa da moto que, posteriormente, foi trocada por um carro.

Em sua Nota pública, o presidente D´Urso critica a violência indiscriminada, que faz vítimas inocentes, como Waldomiro de Carvalho e, também, chama a atenção para o papel do advogado, nem sempre compreendido, uma vez que muitos clientes acreditam que ele possa garantir resultados, quando, na verdade, isso depende de decisão judicial.


NOTA PÚBLICA

“A SECÇÃO SÃO PAULO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL lamenta e repudia o atentado contra a vida do criminalista Walter de Carvalho, ocorrido ontem, na cidade de Santos. Advogado com mais de 30 anos de militância , respeitado e admirado, Carvalho foi uma vítima da violência, que vem expor a ineficiência do Poder Público em garantir a segurança dos cidadãos, seja nas ruas, nos fóruns ou dentro dos escritórios. Não se sabe, ainda, se o crime perpetrado contra Walter de Carvalho é decorrente de uma tentativa de assalto, que se desdobrou em homicídio, ou foi vingança. Mas, independente do motivo, a Advocacia espera das autoridades apuração rápida do caso e punição rigorosa dos culpados.

Esta tragédia, que atinge toda a Advocacia, chama a atenção para o trabalho desenvolvido pelo advogado, que deve ser entendido como um meio, e não como um fim. Ele não pode garantir resultados, nem assegurar ao cliente o atendimento a todos os seus pleitos, porque isso depende de decisão judicial. O operador do Direito apenas pode comprometer-se a trabalhar com empenho, conhecimento do Direito e técnica em cada processo que atua. No caso do criminalista, essa incompreensão sobre o papel do advogado, torna-se ainda mais claudicante, uma vez que ele atua em situações de grande conflito e emocionalidade, ficando ainda mais exposto”.

São Paulo, 25 de março de 2004


Luiz Flávio Borges D´Urso
Presidente da OAB SP