Comissão de Direitos Humanos aponta "quarto poder" na Febem


01/04/2004

Comissão de Direitos Humanos aponta "quarto poder " na Febem

Depois de avaliar a fuga em massa ocorrida nas unidades 21, 25 e 29 do complexo Franco da Rocha da Febem, no último dia 29 de março, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP, Hédio Silva Júnior, ponderou ser negativo o clima de insatisfação dos funcionários, a despeito das condições de trabalho no complexo, que não são ideais. “ Os funcionários da Febem não podem formar uma espécie de quarto poder, autônomo, dentro da instituição, precisam entender que há um comando administrativo na instituição”, alertou Hédio, que afirma, ainda, estar surpreso com o alto número de funcionários afastados do serviço por problemas de saúde.

Segundo ele, ainda é cedo para afirmar que há uma relação entre a insatisfação dos funcionários e a fuga dos internos, mas é uma possibilidade e a apuração levada a efeito pela Corregedoria da Febem deve esclarecer os fatos. “ A unidade de Franco da Rocha da Febem tem um histórico bastante conturbado, inclusive de denúncias de maus tratos a adolescentes internos por parte de agentes e precisa passar por uma profunda reformulação, que atenda aos requisitos do Estatuto da Criança e do Adolescente, especialmente viabilizando uma proposta sócio-educativa consistente “, pondera o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´urso.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB SP também está convidando todos os conselheiros demissionários do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes de São Paulo para que exponham os motivos de sua saída coletiva. “ Sem dúvida, o trabalho dos conselheiros é muito importante, uma vez que zelam pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes , devendo ser revestido de autonomia, como define a lei”, diz D´Urso.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB SP, pelos telefones 3291-8175/82.