OAB SP PROMOVE ATO PÚBLICO PELA VOLTA DA JUSTIÇA


23/09/2004

OAB SP PROMOVE ATO PÚBLICO PELA VOLTA DA JUSTIÇA

A OAB SP está promovendo na próxima segunda-feira (27/9), às 10 horas, em frente à sua sede (Praça da Sé, 385) , ATO PÚBLICO PELA VOLTA DA JUSTIÇA. “ Diante da continuidade da paralisação do Judiciário de São Paulo, que avança para o terceiro mês, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de São Paulo está mobilizando toda a Advocacia e as entidades representativas da sociedade civil no sentido de enfatizar a busca por uma solução conciliatória urgente , que leve São Paulo a normalizar os serviços forenses em todo o Estado”, diz o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso.

Já confirmaram presença no Ato Público da OAB SP: Paulo Skaf, presidente eleito da Fiesp(Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); Cláudio Vaz, presidente eleito do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo); Guilherme Afif Domingos, presidente da Associação Comercial; Alencar Burti, presidente do Sebrae; Marcio Cypriano, presidente da Febraban; Romeu Chap-Chap, presidente do Secovi; Raymundo Magliano Filho, presidente da Bovespa; entre outras. Também integram o Ato: Associação dos Advogados de São Paulo, Instituto dos Advogados de São Paulo, Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, Centro de Estudos das Sociedades de Advogados e Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo.

Segundo presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, a manifestação não pretende diagnosticar culpados, mas tornar público o caos pelo qual passa a Justiça de São Paulo em decorrência da paralisação do Judiciário. Em levantamento realizado pela OAB SP, a Justiça parou 100% em 16 cidades, entre elas, grandes fóruns, como de Ribeirão Preto. Para D´Urso, o funcionamento da Justiça é de interesse de toda a sociedade e já é possível mensurar seus prejuízos, após quase 90 dias de paralisação: “São mais de 12 milhões de processos parados, 1,2 milhão de processos represados, cerca de 450 mil audiências que não se realizaram em todo o Estado e uma fila de mais de 3 anos para colocar a pauta em dia, sem mutirões. “Os números, contudo, escondem um drama sem limites, de pessoas que ficaram sem ver os conflitos que levaram à Justiça, resolvidos. Pessoas que ficaram sem receber indenizações, pensões alimentícias, negócios que não foram fechados por falta de certidões, especialmente no ramo de imóveis, 1.500 presos que cumpriram pena e não foram libertados, e outros milhares que deveriam ter sido presos e não foram, além de 47 mil advogados que prestam assistência judiciária à população carente, que ficaram sem receber, entre outros exemplos”, diz o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB SP, pelos telefones 3291-8175/82.