D´URSO REPUDIA ASSASSINATO DE ADVOGADO EM LIMEIRA


03/06/2005

D´URSO REPUDIA ASSASSINATO DE ADVOGADO EM LIMEIRA

O presidente da OAB-SP – Luiz Flávio Borges D’Urso – repudia de forma veemente o assassinato do advogado Antonio Carlos Ferreira do Amaral, aos 58 anos, ocorrido na noite da última terça-feira (31/5), na cidade de Limeira, no interior paulista. Ele era presidente do Partido da Mobilização Nacional (PMN) local. Ferreira do Amaral levou três tiros, quando caminhava para buscar a esposa na Igreja Coração de Maria, a cinco metros do local do assassinato. Investigadores da Delegacia de Polícia de Limeira tentam encontrar testemunhas do crime e trabalham com a possibilidade de latrocínio, mas não descartam outros motivos, incluindo vínculos com a atividade profissional. Nada foi roubado da vítima.

“Embora não exista uma conclusão nas investigações, não podemos descartar uma ação em decorrência do exercício profissional, o que merece total repúdio da classe, que vem sendo alvo de violência. O advogado tem um papel relevante no exercício da cidadania, porque ajuda a sociedade a lutar por seus direitos, gerando conflitos de interesses. Vamos aguardar as investigações da polícia local e, se houver indícios de crime relacionado à profissão, o caso será monitorado pela Comissão Especial de Acompanhamento de Inquéritos dos Advogados Assassinados, criada pela Seccional para colaborar na solução dos crimes contra advogados”, diz D’Urso.

O presidente da Subsecção de Limeira da OAB-SP – Daniel de Campos – que divulgou Nota Oficial repudiando, também, o assassinato do advogado, nomeou a Comissão de Direitos e Prerrogativas da Subseccional para acompanhar as investigações e o inquérito policial, comandados pela delegada Nilce Segalla, da Delegacia de Investigações Gerais de Limeira. “A escalada da violência na cidade e no Estado chegou às raias do absurdo. Por isso, é imprescindível que os culpados sejam identificados e punidos no rigor da lei”, avalia Campos. Ele afirma desconhecer motivos que tenham levado ao assassinato de Amaral, descrito por ele como homem pacifista e militante da evangelização na cidade. O Ferreira do Amaral deixou a esposa, Célia Oliveira Ferreira do Amaral e quatro filhos.