OUVIDORIA DO ESTADO QUER SER PARCEIRA DA OAB SP


08/07/2005

OUVIDORIA DO ESTADO QUER SER PARCEIRA DA OAB SP

Em visita de cortesia ao presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, nesta sexta-feira (8/7), na sede da Seccional, o novo ouvidor das Polícias, Antonio Funari Filho, convidou a OAB SP para realizar um intercâmbio permanente, através da Comissão de Direitos Humanos e das 216 Subsecções do Estado. O ouvidor afirmou que as prioridades de sua gestão de dois anos, iniciada em junho deste ano, são o combate à tortura, abusos e todas as formas de violências.

O novo ouvidor também convidou o presidente D´Urso para integrar o Conselho Consultivo da Ouvidoria, convite aceito como uma homenagem à OAB SP. “Funari pode contar com o apoio irrestrito e incondicional da nossa entidade na tarefa que terá para corresponder aos anseios da sociedade, que deseja construir um Estado harmônico, com segurança e com uma polícia eficiente e cumpridora das leis, a serviço da população”, disse D’Urso, lembrando a longa carreira de Funari como militante de movimentos sociais de luta pela redemocratização do Brasil durante a ditadura militar e pela incansável defesa dos direitos humanos e da cidadania.

Na visita, Funari também criticou as invasões dos escritórios de advocacia, lembrando que isso não acontecia nem no tempo da Ditadura. “ Cheguei a ser preso porque passei um bilhete a um cliente, mas ninguém violou meus arquivos e, também, não fui algemado”, disse Funari. D´Urso lembrou que algemar alguém que não oferece resistência é uma prática adota, atualmente, porque funciona como cortina de fumaça, demonstra que há um efetivo combate à corrupção.

Funari Filho também foi presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo (1995-2003), onde atualmente ocupa a vice-presidência; presidente do Condepe (1998-99). Atuou em departamentos jurídicos em diversas empresas e associações e mantém escritório de advocacia nas áreas trabalhista e criminal. Em 1992, coordenou ao lado do sociólogo Herbet José de Souza (Betinho) o Movimento Nacional pela Ética na Política, cuja mobilização nacional culminou com o afastamento de então presidente Fernando Collor de Mello.

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