PRESIDENTE ESPERA GRANDE PARTICIPAÇÃO POPULAR EM ATO PÚBLICO


05/09/2005

PRESIDENTE ESPERA GRANDE PARTICIPAÇÃO POPULAR EM ATO PÚBLICO

PRESIDENTE DA OAB SP ESPERA AMPLA PARTICIPAÇÃO POPULAR
NA MANIFESTAÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO

Amanhã (6/9) acontece a Passeata contra a Corrupção, com concentração na Sé

Nem palanques, nem discursos: apenas uma marcha silenciosa ao som do Hino da Independência. Este será o formato da manifestação pública contra a corrupção, que promete parar o Centro de São Paulo, nesta terça-feira (6/9), véspera do Dia da Independência, partir das 10 horas. Essa decisão foi anunciada hoje (5/9), às 10h30, na sede da OAB-SP por entidades da sociedade civil que estiveram na reunião preparatória. O evento terá concentração na Praça da Sé (a partir das 8 horas) e dispersão na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal, onde será lido um Manifesto Público. A caminhada passará pelas ruas Boa Vista, Líbero Badaró e Viaduto do Chá. Na Rua Boa Vista haverá uma parada diante do ‘impostômetro’ placar eletrônico que mostra o volume de arrecadação de impostos no Brasil. Ao final, será executado o Hino Nacional e lido um MANIFESTO, cuja redação final ficou a cargo do presidente da Associação Paulista de Magistrados, Celso Limongi.

“Esta mobilização da sociedade significa a pressão por uma apuração profunda, transparente e rápida, para que a nação brasileira diante de tantas denúncias que têm como alvo altos dirigentes da República ”, diz o presidente da OAB-SP – Luiz Flávio Borges D’Urso. Segundo ele, apuração e punição é o que a sociedade espera. “Que não haja nenhum desvio de conduta neste foco que é o resultado da apuração das denúncias. É para punir quem tiver que ser punido. Preservar que deve ser preservado, mas é preciso dar uma resposta à nação com base na verdade. Essa é a proposta desta mobilização. Queremos a verdade. Toda a sociedade se articula para ir às ruas em silêncio O mote é chega de blá-blá-blá. Não estamos no momento de reiterar discursos. Estamos no momento da atitude: ir às ruas em silêncio para demonstrar a indignação da sociedade brasileira”, analisa.

Na avaliação do presidente da OAB SP , esta será uma das mais representativas manifestações públicas do Estado, com grande participação popular. “ Queremos mostrar que não se trata apenas de mais uma passeata e sim um momento onde a sociedade possa ter um marco. Dentro deste espírito de criar um evento diferente é que se optou por fazer uma mobilização em silêncio. Os discursos são comuns em todas as manifestações. O incomum é marchar em silêncio, só na atitude. É o que vamos fazer a amanhã para pressionar por mudanças na conduta da política como forma de tirar o país desta crise”, diz D’Urso.

Para o presidente D’Urso, a democracia não deve comportar esse tipo de crise, mas sempre corre o risco. “A democracia por sua possibilidade plural traz alguns riscos, mas são riscos calculados. O Estado dispõe de mecanismos suficientes para reagir, para punir. Vemos isso com muita tranqüilidade porque as instituições não foram abaladas e estão em pleno funcionamento, a crise é política, gravíssima sem dúvida nenhuma, e estamos defendendo as instituições e fortalecendo essas instituições, que são as colunas de sustentação da democracia que é uma opção da nação; para que não haja risco para a própria democracia. Portanto nossa atitude é de indignação e queremos dentro do estado democrático de direito, apurar e punir para poder virar essa página da história do país. Estamos aguardando muita gente. É uma resposta da nação, que serve também para proteger as instituições democráticas, que fortalecidas dão garantias de apuração e punição dos responsáveis pelo quadro o hoje presenciamos”, diz D’Urso.

Para Celso Luiz Limongi, presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), entidade destacada para confeccionar o modelo da manifestação, esse ato tem como proposta maior defender o estado democrático de direito e as instituições “Muito sangue foi derramado para que chegássemos à democracia e não vamos perdê-la por causa de um projeto de poder, que nos levou a um estado de desmandos que o país jamais tinha visto antes”, diz Limongi. “Essa marcha silenciosa será uma forma contundente de demonstrar nossa indignação. A forma escolhida reforça que o movimento não é partidário e sim da sociedade brasileira. São os partidos que estão aderindo à marcha, que nasceu nas bases da sociedade organizada”, diz Guilherme Afif Domingos, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.


Conforme Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, essa manifestação é o amadurecimento de uma idéia que surgiu numa reunião de sociedades civis na OAB-SP. “Tínhamos decido fazer manifestações pelo Brasil e as sociedades foram aderindo. Hoje, só com a quantidade de entidades participantes podem afirmar que a iniciativa já é um sucesso porque todas as entidades da sociedade civil estarão na manifestação, além de vários parlamentares de todos os partidos, o que garante o caráter apartidário do ato, que vai mostrar a indignação da sociedade diante da corrupção”, diz Paulinho, ressaltando que a forma da manifestação também chama a atenção porque ninguém suporta mais discursos. A Força Sindical mobiliza 300 ônibus para locomover manifestantes, inclusive do interior do Estado.

“Essa marcha silenciosa será uma forma contundente de demonstrar nossa indignação. A forma escolhida reforça que o movimento não é partidário e sim da sociedade brasileira. São os partidos que estão aderindo à marcha, que nasceu nas bases da sociedade organizada”, diz Guilherme Afif Domingos, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.

Segundo o deputado federal Rafael Guerra, representante do Movimento Brasil Verdade, também chamado de Grupo Pró-Congresso, que reúne 64 parlamentares de 10 partidos, diversos congressistas comprometidos com a ética estarão presentes na manifestação em São Paulo, inclusive Fernando Gabeira e Marcelo Ortiz (ambos do PV) “Precisamos da sociedade civil para pressionar o Congresso Nacional por mudanças radicais. Política só pode ser feita como um serviço do bem comum, dentro da ética. Vamos exigir investigação e punição e dizer não à pizza”, diz Guerra.

Além do presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, participaram da reunião preparativa da passeata contra a corrupção, Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical; Guilherme Afif Domingos, da Federação das Associações Comercias do Estado de São Paulo; João Carlos Basílio da Silva, do Ciesp; João Antonio Garreta Plats, da Associação Paulista do Ministério Público; desembargador Celso Luiz Limongi, da Associação Paulista dos Magistrados; Euclides José Marchi Mendonça, do Instituto dos Advogados do Brasil; Canindé Pegado, da CGT; Pedro Augusto Marcello, da Faesp; Eduardo Lafraia, do Instituto de Engenharia; Cristiano Goldstein, do Sinduscon; Antonio Marangon, do Sescon; deputados Rafael Guerra e Marcelo Ortiz, do Movimento Brasil Verdade; Luigi Nesse, da Confederação Nacional dos Serviços; Sérgio Barbour, da Fiesp; Ricardo Scalise, da Federação de Serviços do Estado de SP; Eleuses Paiva, da Associação Médica Brasileira; Tallulah Carvalho, da Associação Mulheres da Verdade; Carlos Alberto dos Reis, do Sindicato dos Eletricitários de SP; Salomão Gawendo, da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas; Renato Guimarães Júnior, do Instituto Ministro Rodrigo Octávio; e Gilberto Natalini, secretário municipal de Participações e Parcerias de São Paulo.

Mais informação na Assessoria de Imprensa da OAB-SP, tel. 3291-8179/8182.