ADVOGADOS APÓAIM DISCURSO DE D´URSO NO TJ


06/02/2006

ADVOGADOS APÓIAM DISCURSO DE D´URSO NO TJ

ADVOGADOS APÓIAM DISCURSO DE DÚRSO NO TJ

O discurso proferido pelo presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, na sessão solene de abertura do ano judiciário e de posse dos membros do Conselho Superior de Magistratura no TJ SP, em 1° de fevereiro, repercutiu positivamente entre os advogados.

D’Urso identificou os problemas que afligem os advogados, entre eles filas nos cartórios, espera de anos para distribuição de processos, recusa dos magistrados em atendê-los e a demora no desarquivamento dos processos, e pediu providências urgentes ao recém-empossado presidente do TJ, desembargador Celso Limongi.


Leia a seguir algumas manifestações de apoio, algumas publicadas na revista Cosultor Jurídico:


Clara Zaira Rocha Moretti

“Li frase por frase. Todas elas estão na cabeça de cada advogado. Manter a ordem para o progresso é lógico. Transformamo-nos diante do tamanho do caos. Parabenizo-o pelo teor do discurso. Vamos reeditá-lo em praça pública, em perfeito som, com todos os advogados atuantes e com os acadêmicos aplaudindo-o e gritando com fé a cada frase. Sugiro o Vale do Anhangabaú. Que reviva o Estado de Direito. Que reviva a democracia. Que se reverencia a OAB. Que se reverencie cada advogado. Que se respeite a humanidade.”

Alexandre Oliveira

“O verdadeiro manifesto do desabafo de uma classe cansada pela insatisfação do cliente, pelo desinteresse do poder público e pelo menosprezo dos magistrados que se acham dono do Poder.
Palavra usada e dessa vez, usada com eterna sabedoria.
Caro Presidente da OAB continue gritando, e grite porque a quem diga que uma ora seremos ouvidos.”

Raul Haidar

“Parabéns ao doutor DUrso. Trata-se de um excelente presidente e merece a reeleição. Mas para isso deve livrar-se de alguns Conselheiros que não trabalham. Deve, sobretudo, ao organizar a futura chapa, diminuir a presença de pessoas que desejam ser Conselheiros ou participar das Comissões apenas para tirar vantagens: promoção no emprego público, acesso à mídia, futura indicação para o quinto constitucional, obter nomeação para cargos de confiança no governo, conseguir dar aulas em cursinhos para o "exame de ordem", associar-se a um grande escritório, enfim essas "maracutaias" que aparecem por ai. Conselheiros que não aparecem nas sessões, que não despacham os processos nos prazos, mas que não faltam nas festas, nos eventos, nas "bocas livres", o doutor DUrso deve dar-lhes um bom ponta pé no traseiro. Na Advocacia todos somos iguais. O meu voto vale tanto quanto o do colega que acabou de obter sua inscrição. Chega de imaginar que falsos líderes do interior são donos dos famigerados "grotões" onde muitas vezes são criadas enormes sedes de subseções para meia dúzia de advogados, algumas verdadeiro clubes, de manutenção dispendiosa, com enormes e confortáveis auditórios que ninguém usa, enquanto os advogados da Capital não possuem uma sede decente. Chega de caipirismos, de coronelismos, enfim, desses "ismos" idiotas que favorecem a mediocridade. Chega também de ficar dando importância para quem já morreu e esqueceu de deitar. Advogados não vivem do passado. Chega de pavões histéricos, de gente que se julga "fidalgo" , de "professores-doutores" cuja ganância não tem limites; chega, enfim, de supostos "iluminados", de falsos "sábios", de traficantes de prestígio. Precisamos de gente que ame a Advocacia, que venere a Justiça, mas sobretudo que também respeite a Liberdade, reconheça a Igualdade e pratique a Fraternidade. Viva a Advocacia!”



Dalben

“Brilhante a reivindicação do presidente D’Urso. Demorou para haver alguma manifestação e eis que ela chega. Tenho escrito aqui por algumas vezes, que já não mais adianta só palavras, que não chegarão à toda a população. Os juízes estão muitos insensíveis aos reclamos dos advogados, e atiram os jurisdicionados contra os causídicos, como se estes fossem os culpados pela morosidade da correta distribuição da justiça. Entendo que seria necessário algo mais. Uma ação que mostre ao jurisdicionado que os advogados somos igualmente vítimas dessa armadilha que se tornou o judiciário. Na atualidade, perdemos mais tempo explicando aos clientes a razão da não resolução do processo do que sendo produtivo em nossa profissão. Assim, tenho que necessitaríamos dar uma publicidade maior aos entraves da profissão. Talvez, sairmos às ruas empunhando faixas de protestos; irmos aos meios de comunicação; nominarmos quais são os piores fóruns para se trabalhar; etc. levarmos exemplos práticos da morosidade. É preciso dar um basta a esses juizes que atribuem aos advogados a lentidão. Também entendo que enquanto os juizes não precisarem prestar contas ou mostrar sua produtividade e sofre pena quando falhar, pouco, ou quase nada mudará.”

Sérgio Niemeyer

“Quem assistiu o discurso do Presidente DUrso, e eu estive lá, na solenidade de abertura do ano judiciário de 2006, testemunhou um raro exemplo de estrênua defesa das prerrogativas da classe. DUrso estava particularmente inspirado, porquanto não bastam as palavras, mas importa, também, o modo como são proferidas. O Presidente, empunhando o pavilhão da advocacia paulista, verberou com bravura todas as reivindicações da classe, e em muitos momentos foi ovacionado pela intrepidez diante dos poderosos desembargadores e do governador do Estado de São Paulo. Entoou a voz do comandante que é, e em nenhum momento deixou-se intimidar por estar discursando no Palácio da Justiça e para autoridades constituídas. Encarnou o espírito do advogado militante, para, de forma atilada, transmitir as agruras por que passamos no quotidiano forense. Paladino das liberdades públicas e, especialmente, dos direitos conferidos aos advogados, sem os quais a advocacia resta simplesmente mutilada, se não inócua, DUrso discursou não só para os que ali se faziam presentes, senão para a Nação. Seu discurso tem a marca da antologia e lugar certo na história da advocacia brasileira. Outrossim, no dia 03/02, na sede da CAASP, na abertura da cerimônia de celebração dos 70 anos da entidade, de modo veemente e candente, com o mesmo fervor que o fez no dia 1º no Palácio da Justiça, embora para um público mais reduzido e composto quase exclusivamente de advogados, nosso Presidente improvisou novo e proficiente discurso. Nestoutra oportunidade, tiveram lá magistrados, e teriam tido a rara oportunidade de verificar que os advogados, capitaneados por esse emblemático Presidente da OAB paulista, general magnânimo de nossas aspirações, não são contra o Judiciário, mas a favor da JUSTIÇA. Sempre que aquele desta se distanciar, nós, os advogados, estaremos de prontidão para exprobrar o afastamento e lutar em busca de recobrar a aproximação. O Judiciário, enquanto poder de Estado, no exercício de sua missão, dever velar por uma administração responsável para a realização e distribuição da Justiça, sem procurar construir desculpas esfarrapadas para suas próprias faltas, sem tentar transferir suas responsabilidades para outrem, muito menos para os advogados, sem imputar ao Código de Processo Civil e outros diplomas legais a causa para a morosidade da Justiça. Assim, ganham o povo, a sociedade. Este foi apenas um dos tantos recados que o Presidente D’Urso deu com o seu discurso de 1º de fevereiro de 2006 aos desembargadores que tomavam posse naquele dia no comando do Judiciário paulista. Por isso, congratulo o Presidente Luiz Flávio Borges D’Urso, e conclamo-o para, implementando seu discurso, passando do verbo à ação prática e concreta, cogite de se reeleger à guisa de dar continuidade a esse fabuloso trabalho que vem arduamente desempenhando desde que assumiu o mais alto posto da advocacia paulista, a despeito das inúmeras dificuldades que teve e tem de enfrentar, pois encontrou a casa desguarnecida, maltratada, em total desordem, embora disso, tenho certeza, a grande maioria dos advogados paulista jamais tenha tido conhecimento.”