Conad acompanha denúncia de racismo


29/09/2006

Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios acompanha caso de funcionária do Fórum de Santana que afirma ter sido vítima de discriminação racial.

A Conad ,  presidida por Carmen Dora Ferreira, está acompanhando, desde o início,  o caso da auxiliar judiciária do fórum de Santana, Edvanilde de Moura, que acusou policiais  de discriminação racial e agressão depois de ser presa, na manhã do dia 19 de setembro, em sua casa.

 

Moradora da zona norte, Edvanilde estava em frente de casa quando presenciou os policiais agredindo seu vizinho, um rapaz negro. Imediatamente chamou a atenção dos PMs dizendo que eles não poderiam agredi-lo e se tivessem algo contra o rapaz que o levassem à delegacia. Os policiais revidaram com ofensas racistas.Assustada, Edvanilde ficou algemada por horas no DP e não foi teve sua versão do caso ouvida pelo delegado, que se negou a esperar a chegada do seu advogado.

 

A auxiliar passou por exame de corpo de delito e a Conad acionou a corregedoria da Polícia Militar no dia 20 de setembro e Carmen Dora esteve na 13° DP, onde o caso foi registrado, para apurar os fatos. “A ocorrência policial envolvendo a senhora Edivanilde de Moura, é mais uma prova de que  é preciso, com urgência, a efetiva implementação de políticas públicas que  reduzam a desigualdade social e melhor qualifique o mercado de trabalho e neste, aqueles que tem a incumbência de garantir a segurança pública e a integridade física dos cidadãos.  Espera-se das autoridades constituídas  apuração rigorosa dos excessos ocorridos em todo o curso de referida ação policial, inclusive no 13º Distrito,  que, não obstante  a existência dos elementos tipificadores da prática do racismo, lavrou um termo circunstanciado por “desacato”.  Até quando, negros e negras continuarão  sendo  vítimas de pilhérias, de  abordagens  agressivas,  de detenções abusivas ( para averiguação), só porque são negros ou porque   repudiaram a violência? É preciso mudar a cultura de que as agressões envolvendo a raça “ façam parte do cotidiano”, afirmou Carmem Dora.