OAB SP E CIEE PROMOVEM SEMINÁRIO DE INCLUSÃO DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO


04/07/2007

Ao final do evento, foram empossados Lucia Bludeni (presidente) e demais membros da Comissão do Terceiro Setor da OAB SP.

A OAB SP e o CIEE - Centro Integrado Empresa-Escola realizaram nesta quarta-feira (4/6) o seminário “Os Programas de Inclusão dos Jovens no Mercado de Trabalho e a Atuação das Entidades do Terceiro Setor”, que contou com a participação de Lúcia Maria Bludeni Cunha, presidente da Comissão do Terceiro Setor da OAB SP, Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE e diretor da Fiesp; Ruy Martins Altenfelder, vice-presidente do CIEE; Jacinto Caleiro Palma, presidente emérito do CIEE e professor da Fundação Getúlio Vargas; e de Rafael Carlos de Oliveira, assessor de Políticas Públicas para a Juventude do Ministério da Educação.

 

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, ao final do evento, empossou  simbolicamente a nova diretoria da Comissão do Terceiro Setor da entidade, reconduzindo à presidência Lucia Bludeni e na vice-presidência, Josenir Teixeira.  “ A formação do jovem dependente de uma boa escola e do esforço pessoal, fatores complementados pelo estágio, que é uma prática fundamental no exercício profissional. Ao mesmo tempo que estimula o estudo, prepara o estudante para o mercado de trabalho”, ressaltou D´Urso. O presidente da OAB SP também destacou a importância do  CIEE para a inclusão do jovem, lembrando que quando estudante de Direito realizou estágio pelo CIEE e que logo que assumiu a presidência da OAB SP firmou convênio com a entidade visando estabelecer ampliar oportunidades de estágio para o estudante de Direito.

 

No seminário, Ruy Martins Altenfelder citou texto de Gustavo Ioshpe, que comparava o desenvolvimento das nações a uma corrida de cavalos. “No texto, Ioshpe afirma que o desenvolvimento das nações é uma corrida de cavalos sem linha de chegada. O sucesso depende da ausência de elementos limitantes. No caso do Brasil, acredito, os obstáculos são inflação, juros câmbio e, pensamos, se ultrapassarmos esses problemas chegaremos ao país do futuro. Ledo engano porque nos falta o primordial, a educação, a inclusão, a disseminação do saber. Precisamos aperfeiçoar a missão de educar e aperfeiçoar o estágio, a inclusão dos jovens”, afirmou.

 

Para Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE, a educação é prioridade absoluta e o governo gasta pouco e mal os recursos destinados a ela, portanto o país tem um ensino de péssima qualidade. “Temos 25% de analfabetos funcionais no país e o governo investe apenas 3% do PIB no ensino fundamental. No ensino superior, 50% dos estudantes abandonam o curso antes de terminar, na maioria das vezes, por falta de recursos para pagar a faculdade. Por tudo isso, no Brasil faltam empregos e sobram vagas porque não há profissional capacitado, com domínio do conhecimento, para ocupar essas vagas existentes”, ressaltou Bertelli.

 

Segundo ele, a saída para a crise educacional e, por conseqüência de desemprego, é o investimento no ensino de qualidade e a integração da teoria com a prática. “A escola no Brasil é fossilizada. O ensino não pode ser um conjunto para a vida toda. Devemos permanecer estudantes e a nova escola precisa ter intimidade com a tecnologia para que a juventude esteja preparada para entrar em um mercado competitivo, globalizado.”

 

Para Jacinto Caleiro Palma, a realidade brasileira é cruel. “Os ricos estudam em ótimas escolas e são aprovados nos vestibulares da USP e os pobres, que só têm possibilidade de cursar escolas públicas da periferia, terão de pagar faculdades privadas.” Já dizia Darcy Ribeiro que a escola é vida, portanto, o estágio, como o viabilizado pelo CIEE, é tão importante. A Lei de Diretrizes e Bases permitiu que os alunos do ensino médio fizessem estágio e estagiar é sair da rua, é seguir uma rotina, conhecer a autoridade, portanto é vida”, explicou.