OAB SP ACOMPANHA DENÚNCIAS EM VINHEDO


26/07/2007

A  exemplo da comunidade vinhedense, a OAB SP também está atenta aos fatos evolvendo os juízes Vilson Rodrigues Alves e Herivelto Araújo Godoy, e os promotores Osias Daudt e Rogério Sanches Cunha. O  Diretor Secretário-Geral da OAB SP, Arnor Gomes da Silva Junior, advogado inscrito na Subsecção local e atuante na Comarca de Vinhedo, ressalta que, desde o início das denúncias, em 2005 contra o Executivo municipal, a Seccional paulista tem acompanhado atentamente todo o episódio que vem transcorrendo em Vinhedo, assim como seus desdobramentos, mantendo-se informada pelo presidente da Subsecção local, Ricardo Barbosa, e pelo diretor Arnor, residente na cidade há quase trinta anos. “Acreditamos que as providências tomadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Ministério Público são abrangentes e isentas para chegar aos esclarecimentos dos fatos.”

 

O Secretário-Geral Arnor esclarece que a Seccional e a Subsecção de Vinhedo não se manifestaram sobre a questão até o momento por entender que o material jornalístico que lhes chegou às mãos não se mostra adequado à interferência da Ordem no processo de apuração, já iniciado pelas corporações diretamente interessadas. Mesmo porque acabou perdendo a eficácia diante da escritura pública de declaração da lavrada pelo advogado Paulo Roberto Cabral, sendo inaceitável a afirmação de que teria havido omissão do presidente Ricardo, que manteve conduta de observador, integralmente apoiada pela Seccional, postura esta que, certamente será alterada se o encaminhamento dos fatos assim exigir.

 

As denúncias contra os juízes e promotores de Vinhedo, tardiamente reiteradas por três advogados da cidade, geraram duas medidas dentro da própria OABSP. A primeira envolve o Tribunal de Ética e Disciplina, que vai apurar se houve eventual infração ético-disciplinar por parte do advogado Paulo Roberto Cabral, que fez as denúncias e posteriormente se retratou sob a justificativa de que o fez sob o efeito do álcool. A segunda, é que caberá à Comissão de Direitos Humanos analisar os fatos relatados na reportagem “Promotor briga e manda prender mulher amamentando bebê”.