TRINTA ANOS DA CARTA AOS BRASILEIROS


07/08/2007

Lançamento do livro comemorativo será no dia 8 de agosto, às 18 horas, na USP.

Para celebrar os 30 anos da leitura da "Carta aos Brasileiros", documento escrito pelo professor Goffredo da Silva Telles Júnior, a Editora Lettera, com coordenação da Associação dos Antigos Alunos da Fadusp, em parceria com OAB SP, AASP, IASP, CESA, Conselho Federal da OAB, entre outras entidades, lança, na próxima quarta-feira (8/8), o livro "Estado de Direito Já! - Os 30 anos da Carta aos Brasileiros", que contém a Carta e mais 22 depoimentos de personalidades que viveram os anos de chumbo, além de fotos e vasta documentação da história recente do Brasil. O lançamento, que acontece na Faculdade de Direito da USP, do Largo São Francisco, integra as comemorações oficiais pelos 180 anos de instalação dos cursos jurídicos no país.

O livro relata um dos mais importantes marcos da luta pelo redemocratização do país, quando, no dia 8 de agosto 1977, num gesto de extrema coragem e desprendimento, o decano professor e jurista Goffredo da Silva Telles Júnior - uma das maiores autoridades jurídicas do país - desafiava a ditadura militar com a leitura pública da "Carta aos Brasileiros". O evento reuniu estudantes, populares e políticos, no pátio da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, para a comemoração do sesquicentenário da fundação dos cursos jurídicos no Brasil e exigir a volta do Estado Democrático de Direito ao país.

O documento, que foi assinado pelos principais juristas, advogados e políticos brasileiros, tornou-se famoso e transformou-se em marco decisivo no processo de abertura democrática, e conta com o depoimento de personalidades como o poeta Paulo Bomfim, Almino Affonso, Dalmo Dallari, José Gregori, José Carlos Dias, Otávio Frias Filho, Antonio Candido, José Ignácio Botelho de Mesquita, Tércio Sampaio Ferraz Júnior, José Eduardo Faria, Carlos Guilherme Motta, Cels Antonio Bandeira de Mello, Maria Victória Benevides, Celso Lafer, Miguel Reali Jr, Rubens Approbato Machado e Plínio de Arruda Sampaio, além de repercussão na imprensa da época, debates na Câmara e no Senado federal e relatório dos agentes do DOPS sobre a leitura.