DESAPARECIMENTO MOBILIZA SANTA ISABEL


14/09/2007


Está desaparecido desde o último domingo (9/9) o jovem Egídio Mineiro de Paula, 22 anos, 1,80 metro de altura, que tem problema de saúde mental. Sobrinho de advogados que militam na Subseção de Santa Isabel, na Grande de São Paulo, seu desaparecimento está mobilizando a advocacia da região numa corrente de solidariedade. O rapaz foi visto pela última vez, por volta da 22 horas, na cidade de Guarulhos, usando camisa vermelha, bermuda bege e tênis preto. Os familiares solicitam que informações sejam passadas pelo telefone 190 ou na OAB mais próxima.

Conforme o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, trata-se de mais um caso grave de desaparecimento de jovens de forma misteriosa. “Toda a sociedade precisa estar alerta”, sugere. Cerca de 40 mil ocorrências de desaparecimento de crianças e adolescentes são registradas anualmente nas delegacias de polícia de todo o Brasil. Deste total, entre 10% a 15% dos casos, as vítimas permanecem desaparecidas por longos períodos e, muitas vezes, as crianças e adolescentes jamais são reencontrados. Somente no Estado de São Paulo, são oito mil desaparecimentos todos os anos, uma média de 22 por dia.

D’Urso lembra que esse tema já vem sendo tratado na Ordem paulista. Para contribuir para um maior número de solução de casos, a OAB-SP – por meio de sua Comissão dos Direitos da Criança e Adolescente – mantém convênio com o Centro de Estudos Instituto Oscar Freire (CEIOF), associado ao Centro de Ciências Forenses do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social da Faculdade de Medicina da USP, com o propósito de divulgar e colaborar com o “Projeto Caminho de Volta”, que busca crianças desaparecidas no Estado de São Paulo.

Conforme o presidente da OAB-SP, o convênio tem como objetivo a conjugação de esforços e apoio mútuos entre os participantes no sentido de auxiliar o “Projeto Caminho de Volta”, na implementação de um sistema de informações que contribua na elucidação de casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes bem como a re-inserção me seus lares. “Há um drama social e humano muito grande por traz das terríveis estatísticas sobre desaparecimento de crianças e adolescentes. São milhares de famílias angustiadas por não terem respostas sobre o paradeiro dos seus filhos”, destaca D’Urso.