OAB SP ESTÁ PREOCUPADA COM A PRESERVAÇÃO DA FACHADA DE SUA PRIMEIRA SEDE


21/09/2007

O Casarão Elias Pacheco Chaves na Rua São Bento foi tombado pelo Conpresp, mas vendo sofrendo reformas.


Num recente trabalho de garimpagem de dados e acervo para a montagem do Centro de Memória da OAB de São Paulo e também para a publicação de um livro da história da entidade, que está completando 75 anos de fundação, a Comissão de Resgate da Memória identificou o prédio onde funcionou a primeira sede da Ordem paulista. Fica na Rua São Bento, número 19, no centro velho de São Paulo, atuais números 189, 195 e 197 e chamava-se Casarão Elias Pacheco Chaves.

 

Embora tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), órgão de assessoramento cultural vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, o prédio ainda abriga empresas comerciais no piso térreo e sofre reformas. Os trabalhos de pesquisa para localizar a primeira sede da Seccional paulista da OAB – realizados pelos advogados José de Ávila Cruz e Ricardo da Silva Bastos, membros da Comissão de Resgate da Memória – duraram mais de um ano com diversas visitas a cartórios, tabeliões, arquivos municipais e estaduais.

Para o presidente da Comissão de Resgate da Memória da OAB-SP, Fábio Marcos Bernardes Trombetti, muitos esforços se apresentam necessários para resgatar e difundir a memória da OAB paulista e a identificação da primeira sede da entidade é uma delas. “São 75 anos de páginas históricas, que precisam ser recuperados para estar ao alcance do jovem advogado e dos estudantes de Direito, para que essa história possa ser eternizar na classe que, no Estado de São Paulo reúne 260 mil profissionais, servindo de inspiração a todos que abracem a profissão e os ideais de justiça e de liberdade”, avalia Trombetti.

O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, diz que todos os esforços serão mobilizados para que seja preservado o prédio tombado pela Resolução 5/91 do Compresp. Ele ressaltou a importância de preservar o prédio que “ tem valor arquitetônico , histórico e afetivo para os advogados , mas também para toda a população de São Paulo, porque é o primeiro endereço da OAB SP, sede da  cidadania ”, diz D’Urso.