CONSELHO FEDERAL FAZ A DEFESA DA SECCIONAL PAULISTA


15/02/2008

O Conselho Federal da OAB divulgou nota nesta sexta-feira (15/2) , assinada pelo presidente Cezar Britto, em apoio à Seccional Paulista da Ordem, na qual ressalta “ Se hoje ele (procurador-geral de Justiça de São Paulo) pode dizer bobagens como essa, é porque o país vive a plenitude democrática - e a OAB tem tudo a ver com isso. Basta consultar os compêndios escolares”.

Veja a íntegra da Nota do Conselho Federal.

    Ao chamar a OAB de “instituição que atua de forma fascista”, o procurador-geral de São Paulo mostrou, acima de tudo, que desconhece a história contemporânea de seu próprio país - e isso já o fragiliza para o exercício de função da magnitude da que exerce.
Se hoje ele pode dizer bobagens como essa, é porque o país vive a plenitude democrática - e a OAB tem tudo a ver com isso. Basta consultar os compêndios escolares.
    A OAB é a instituição que mais se notabilizou, ao longo dos últimos 78 anos, na luta contra sucessivos regimes fascistas que infelicitaram este país.
    Estava na linha de frente contra a ditadura do Estado Novo (1937-1945), assim como foi a voz da sociedade civil na luta contra o regime militar pós-64, denunciando tortura a presos políticos e lutando pela redemocratização do país.
    Diretas já, Constituinte, fim da censura - em cada uma dessas lutas cívicas, a OAB esteve presente e correu todos os riscos. A ela associam-se nomes como Sobral Pinto, Raimundo Faoro, Evandro Lins e Silva, Barbosa Lima Sobrinho, entre outros que hoje pertencem à História - disciplina que o procurador-geral parece não ter estudado muito.
    Se o procurador-geral se sente agravado por algum ato da OAB, dispõe da instância judiciária para as devidas reclamações - direito pelo qual a OAB lutou, durante décadas, ao enfrentar regimes fascistas. Justiça e insulto são coisas incompatíveis - e isso também se aprende na escola.