SEMINÁRIO DISCUTE A SOBERANIA DO BRASIL SOBRE A AMAZÔNIA


09/06/2008

Para discutir as questões envolvendo a soberania da amazônia, a OAB SP, Sescon, Associação Comercial de São Paulo, Fiesp, Fecomércio, ADVB e outras dezenas de entidades da sociedade civil, realizam um grande seminário no dia 10 de junho, às 10 horas, no Clube Espéria (Av. Santos Dumont, 1313), com os seguintes expositores: gal. Luiz Gonzaga S. Lessa, ex-comandante militar da Amazônia; Denis Rosenfield, professor da UFRGS; Aldo Rebelo, deputado federal e Jonas de Souza Marcolino, índio macuxi.

Um dos expositores do seminário, o gal Luiz Gonzaga Lessa, ex-comandante militar da Amazônia, alerta que o conflito em Raposa Terra do Sol pode colocar em risco a própria soberania brasileira. “Essa questão tem muito a ver com a tentativa de transformar toda aquela área, onde vive boa parte das nações indígenas, em uma nação distinta do Brasil”, afirma o ex-presidente do Clube Militar e ex-comandante do Comando Militar do Leste.

 

Para o deputado federal Aldo Rebelo, também expositor, a questão não se limite a escolher um lado e tomar posição. “Todos integram uma só nação diversificada. O brasileiro hoje é índio, branco, negro e, sobretudo, o resultado do caldeirão que nos fez uma civilização única no mundo”, diz o parlamentar.

 

Já o professor da UFRGS, Denis Rosenfield, espera com expectativa a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a reserva indígena Raposa Serra do Sol, agora em junho. “O STF decidiu pela manutenção do status quo enquanto esse processo jurídico estiver se desenrolando. Sustou, portanto, a retirada dos não-índios e dos índios que são seus aliados. Isso significa que tanto os indígenas quanto os proprietários rurais devem manter suas posições”, argumenta.

 Opinião dos representantes das entidades promotoras:

 “ No meu entendimento o que está em jogo na Amazônia não é só o aspecto ecológico, mas sim a questão econômica, as reservas de minérios , a fauna, a flora e também  a  água que, no futuro próximo, será um bem mais valioso  do que o petróleo. Temos de atuar enquanto sociedade civil organizada no sentido de  fortalecer a soberania do Brasil sobre Amazônia”

 Luiz Flávio Borges D´Urso – presidente da Ordem dos Advogados do Brasil

 

A  Amazônia é patrimônio do Brasil, santuário ecológico do planeta. Uma região que merece o nosso respeito e que, de maneira responsável, deve receber investimentos que lhe permitam ser uma região auto-sustentável, livre de oportunismos".

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP.

 

"O mundo está de olho na nossa Amazônia, mas como detentores desse bem, precisamos de políticas públicas que visem o desenvolvimento sustentável para a população local e proteção dos meios contra a pirataria de sua biodiversidade pelos países estrangeiros".

José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo – SESCON-SP.

 

“Para nós, que não detemos conhecimento amplo de um assunto que envolve a segurança nacional, além dos aspectos socioeconômicos, só nos resta a obrigação de convidarmos estudiosos de tão importante tema, para juntos – sociedades empresariais e especialistas – discutirmos com profundidade esta questão”.

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo – ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP.

 

"Já é hora de nos debruçarmos sobre um tema preocupante, que requer maior conhecimento, reflexão e atitude de toda a sociedade. Saúde e Meio Ambiente estão intrinsecamente interligados, por isso, temos a obrigação de enxergar caminhos para a preservação desse patrimônio nacional que é a Amazônia".

Dante Montagnana,  presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo – Sindhosp

 

“‘A realidade da Amazônia - soberania ameaçada, farsa ou realidade’ tem todo o nosso apoio, porque é uma forma de conscientizar e despertar o interesse da sociedade para os graves problemas da região e, ao mesmo tempo, cobrar dos governantes medidas eficazes para mudar essa realidade, que sem dúvida não é boa para o Brasil. É preciso atenção especial às fronteiras e à compra desmedida de terras por estrangeiros, que hoje possuem até condomínios fechados no território, colocando em risco a soberania nacional".

Mauro De Martino Júnior, presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo – FECONTESP

 

“A Amazônia, berço da maior biodiversidade mundial e alvo de evidente interesse internacional, é uma das mais alarmantes questões brasileiras da atualidade, assunto que exige a mobilização e participação de todos nós”.

José Heleno Mariano, presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – SINDCONT-SP.

 

“Para um país alcançar a soberania plena, precisa proteger seu território dos invasores externos e principalmente preocupar-se com a preservação de suas reservas naturais. A Amazônia é a maior riqueza do Brasil e pertence aos cidadãos brasileiros. Não podemos deixar de discutir um tema tão importante”.

Paulo Lofreta, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços – Cebrasse.

 

"Discutir amplamente as questões nacionais é contribuir para um Brasil melhor no presente e no futuro. A Amazônia necessita de uma ocupação sustentável e o governo tem que ter a responsabilidade e a competência na condução deste processo, ouvindo a sociedade. A ABO dará a sua contribuição neste processo, debatendo e esclarecendo os cirurgiões-dentistas e todos os que trabalham no setor odontológico."

Norberto Francisco Lubiana, presidente nacional da Associação Brasileira de Odontologia – ABO.

 

“A questão da Amazônia é um problema do estado brasileiro. Dada sua incapacidade de geri-lo com planos estratégicos de longo prazo (pois existem outros como o saneamento, a educação e a saúde), o Estado diz que esse é um problema da sociedade. Ora, a sociedade não tem instrumentos para tratar desses assuntos. O que nos resta é fazer pressão. E isso a sociedade sabe fazer e divulgar. Portanto, sem o apoio massivo da mídia, estaremos perdendo nosso tempo. Que a Amazônia é nossa todos querem gritar e bater no peito. Mas daí a fazer disso uma realidade que impugne as ações ilegais lá existentes, teremos muito a fazer”.

José Roberto Braguim, presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural – ABECE