HOMENAGEM AO 4º CENTENÁRIO DE PE. VIEIRA


16/06/2008

A academia Paulista de Letras, com apoio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), promove evento em comemoração ao 4º centenário do nascimento do padre Antônio Vieira (nascido no dia 6 de fevereiro de 1608, em Liboa, Portugal), no dia 16 de junho, às 20 horas, no Teatro do Sesi (avenida Paulista, 1313).

O Coral da Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo, regido pelo maestro León Halega, interpretará composições de Salomone Rossi e o ator Ayrton Salvanini declamará o “Sermão da Sexagésima”, do padre Antonio Vieira.

Antônio Vieira foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política, destacou-se como missionário no Brasil. Defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).

António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

A obra de Vieira se divide entre as profecias (Histórias do futuro, Esperanças de Portugal, e Clavis prophetarum), as Cartas (mais de quinhentas, nas quais Vieira comenta os sucessos políticos da época, especialmente o relacionamento entre Portugal e Holanda, a Inquisição, os Cristãos Novos, e a situação do Brasil), e finalmente os Sermões, pregados durante toda sua vida tanto em Portugal como no Brasil.

Padre Vieira ordenou-se sacerdote em 1635. Em 1662, Dom Afonso VI assume o governo depois de um golpe e padre Vieira vai para o desterro, em Porto e depois em Coimbra. Em 1665 é preso pela Inquisição e mantido sob custódia.  Defende-se das acusações e é interrogado inúmeras vezes. É condenado e sua pena o priva da liberdade de pregar. Mesmo com o afastamento de Dom Afonso VI, continua sob custódia. É anistiado. Em 1669 vai a Roma e a pregação de seus sermões garante ao padre grande notoriedade. Em 1681 volta ao Brasil e aos trabalhos de evangelização. Em 1688 é nomeado Visitador Geral dos Jesuítas. Morre em 1697, aos 89 anos, na Bahia.