PRESIDENTE DA OAB SP CRITICA VOLTA DE NAYARA AO CATIVEIRO


21/10/2008

O presidente da OAB SP , Luiz Flávio D´Urso, lamenta e vê com preocupação o desfecho da operação em Santo André, envolvendo duas adolescentes de 15 anos, que terminou com a morte de Eloá Cristina Pimentel e ferimento em Nayara Rodrigues da Silva, que teria tido o seu retorno autorizado ao cativeiro.

 “ Jamais aquela jovem que tinha tido sua vida ameaçada pelo sequestrador e fora libertada deveria ter tido autorização, de quem quer que seja, para voltar e ser submetida à condição de refém novamente, ficando em situação de risco”, diz D´Urso

 

O presidente da OAB SP diz que o episódio que vem comovendo a opinião pública pede reflexão mais aprofundada sobre as técnicas e treinamento dados aos agentes do Estado, que têm a função de negociar nos momentos de crise. “ Precisamos de homens que recebam treinamentos constantes e capacitação em negociação com seqüestradores para  que saibam quando e como agir para poupar vidas e restabelecer a segurança pública”, observa.

 

 D´Urso também  esclarece  que não há qualquer restrição ético-disciplinar  à  decisão do advogado de Lindermberg  Fernandes Alves de renunciar à  causa. “A relação advogado/cliente é baseada na confiança e no interesse de ambos em continuar a relação contratual. A qualquer momento, o cidadão pode dispensar o trabalho do advogado, independente de motivação. Da mesma forma, o advogado tem liberdade de renunciar  ao patrocínio de uma causa, podendo ser substituído por novo advogado da escolha da parte ou designado pelo juiz. Advogado e cliente não ficam ‘acorrentados’ entre si durante o processo, há liberdade de contrato e distrato”, comenta.