COMISSÃO FAZ TRIBUTO A JOSÉ DO PATROCÍNIO


01/12/2008

A Comissão de Resgate da Memória da OAB SP promove palestra sobre José do Patrocínio na Advocacia Paulista, no dia 1º de dezembro, às 19 horas, no Salão Nobre da Ordem (Praça da Sé, 385, 1º andar).

 Fábio Marcos Bernardes Trombetti, presidente da Comissão, irá presidir a mesa dos trabalhos, e Francisco de Souza, bacharel e doutor em Direito Civil pela Faculdade de Direito da USP, especialista em Sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e membro da União dos Romancistas Brasileiros, será o expositor.

 Nascido em 8 de outubro de 1854, em Campos (RJ), José do Patrocínio era filho do padre João Carlos Monteiro, vigário da paróquia e de Justina. Passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima, onde cresceu vendo a situação dos escravos e assistindo aos castigos que lhes eram infligidos. Aos 14 anos, apenas com a educação primária, foi para o Rio de Janeiro. Lá arranjou trabalho e voltou aos estudos no Externato de João Pedro de Aquino, fazendo os preparatórios do curso de Farmácia. Ingressou na Faculdade de Medicina como aluno de Farmácia e conclui o curso em 1874.

Em 1875, porém, descobriu a verdadeira vocação ao escrever para um jornal satírico chamado "Os Ferrões” Começava ali a carreira de um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Dono de um texto requintado e viril, José do Patrocínio - que de início assinava Proudhon -  tornou- se um articulista famoso em todo o país. Conheceu a princesa Isabel, fundou o diário "Gazeta da Tarde" e transformou-se no "Tigre do Abolicionismo". Em maio de 1883, criou, junto com André Rebouças, uma confederação unindo todos os clubes abolicionistas do país.

Jornalista, orador, poeta e romancista, freqüentava às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras e fundou a cadeira número 21, que tem como patrono Joaquim Serra.

A assinatura da Lei Áurea pôs fim a grande batalha contra a escravidão no Brasil; batalha esta da qual Patrocínio foi um dos mais ativos participante. Veio a República, e Patrocínio continuou nas suas atividades sociais nas páginas do jornal A Cidade do Rio, fundado por ele. O grande líder da libertação dos escravos morreu no Rio de Janeiro, em 29 de janeiro de 1905.

 

Inscrições na sede da entidade ou pelo site www.oabsp.org.br, mediante a doação de uma lata de leite em pó integral (400g).