OAB SP VAI ADERIR AO MOVIMENTO PELO DIA DO PERDÃO


24/03/2009

A OAB SP vai apoiar o Instituto Ives Ota na sua campanha para que o dia 30 de agosto seja decretado o Dia Universal do Perdão.

O instituto leva o nome do menino de 8 anos seqüestrado e assassinado em agosto de 1997. Naquele mesmo ano, o pai Ives, Masataha Ota, fundou a entidade, com o objetivo filantrópico de ajudar aos menos favorecidos.  O apoio foi selado entre o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, e Masataaha Ota, na semana passada na sede da Ordem, reunião da qual também participou a conselheira e diretora adjunta da Mulher Advogada, Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho.

 

O Dia Universal do Perdão é uma iniciativa do instituto para acabar com a violência, estimulando as pessoas a se perdoarem assim como Masataha perdoou na prisão os assassinos do seu filho. A fim de estimular a reconciliação, o instituto planeja percorrer várias cidades do país com a peça teatral “Um novo começo”. Durante as apresentações, serão colhidas assinaturas para que o Congresso Nacional decrete o dia 30 de agosto como o Dia Universal do Perdão. A meta do instituto é angariar cinco milhões de assinaturas nesta data, quando também será realizada a 1ª Caminhada Universal do Perdão.

 

“ A postura de Masataka Ota tem de ser incentivada, porque demonstrou uma nova postura diante de uma tragédia dolorosa. Agora está propondo que a  OAB SP  adira o Dia Universal do Perdão, dando continuidade à sua cruzada pela paz social”, explica Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da OAB SP.

 

 

Histórico.

 

O menino, Ives Ota,  foi sequestrado e morto em 1997.Três  acusados  foram presos  e condenados a 43 anos de prisão .

Masataka Ota causou espanto quando  perdoou os seqüestrados e assassinos do filho. ' Não adianta viver com ódio. Você tem que se libertar desse sofrimento para começar a viver melhor’, diz Ota, lembrando que após o perdão livrou-se dos pesadelos.

Ota chegou a ir ao presídio de Avaré, onde esteve frente a frente com um dos seqüestradores do filho, explicando que era difícil estar ali, mas que perdoava e desejava que a filha do seqüestrador tivesse um futuro promissor e feliz.