PRESIDENTE DA OAB SP LAMENTA MORTE DE WALDIR TRONCOSO PERES


13/04/2009

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, lamentou profundamente a morte do advogado criminalista Waldir Troncoso Peres, aos 85 anos, na madrugada de domingo para segunda-feira (13/4), em São Paulo. O velório está ocorrendo no Hospital Albert Einstein(Av. Albert Einstein, 627) até as 13 horas, seguindo para Vargem Grande do Sul, cidade natal de Peres, onde também ocorre o enterro, na terça-feira (14/4), às 9 horas, no Cemitério de Saudade (Av. da Saudade,140).

“A Advocacia, especialmente a criminalista, perde um grande mestre, de notório saber jurídico, grande oratória e vasta cultura. Entendia que o advogado criminalista tinha de ter cultura científica, literária, filosófica e de matérias afins para que pudesse explicar os sentimentos e razões dos atos do cliente para o júri. Deixa a grande lição da indispensabilidade do direito de defesa, do contraditório, de que o advogado criminalista garante um julgamento justo, o devido processo legal, pois  defende o réu e não o crime”, afirmou D´Urso.

Para o presidente da OAB SP, Waldir Troncoso Peres,  inspirou sua opção pelo Direito Penal e enverga o título de “ Príncipe dos Advogados” por merecimento. “ Em sua vitoriosa  trajetória profissional escreveu seu nome entre os grandes criminalistas brasileiros, como Evaristo de Moraes, Dante Delmanto, Raimundo Paschoal Barbosa e Manoel Pedro Pimentel. “ Estes advogados  transformaram a Advocacia Criminal em arte,  a assegurar que ninguém é indigno de defesa por mais odioso que seja o crime que lhe seja atribuído”, pontua D´Urso.

Waldir Troncoso Peres nasceu em Vargem Grande do Sul, filho de agricultor espanhol, que aos 16 anos foi morar em São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, graduando-se em 1947. Fez fama como  advogado criminalista.Afirmava que se o cliente cometesse um crime, seria defendido por ele. Se cometesse o segundo, também. Mas se cometesse o terceiro, não o defenderia mais, para não parecer que era “profissional do crime”. Para Waldir Troncoso Peres, “o advogado deve acreditar no que faz e ir para o Júri com a convicção de que o homem necessita de defesa, porque o valor supremo, do qual todos os outros dependem, é a liberdade".