ORDEM REPUDIA INSULTO RACISTA EM JOGO DA LIBERTADORES


26/06/2009

A Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios (Conad) da OAB SP vai acompanhar o caso envolvendo o jogador do Grêmio nascido na Argentina Maxi López, que teria chamado o jogador cruzeirense Elicarlos, de "macaco" durante a partida realizada na última quarta-feira (24/6), em Belo Horizonte. “ O racismo é crime inafiançável e imprescritível e toda manifestação de preconceito deve ser denunciada, apurada e punida na forma da lei. Somos um país, onde a diversidade racial é uma realidade ”, afirma Marco Antonio Zito Alvarenga, presidente da Conad.

 

Para o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, a luta contra a intolerância racial deve ser cotidiana e ininterrupta para se construir uma cidadania plena para todos. “ Seja dentro do campo ou fora dele. ninguém pode ser insultado ou beneficiado em função da cor de sua pele , da sua origem étnica.”, diz D´Urso.

 
 Depois do jogo, os jogadores foram à delegacia do Estádio do Mineirão prestar depoimento. Maxi López negou as acusações de ofensa racista, enquanto o jogador cruzeirense confirmou a agressão. O delegado Daniel Barcelos liberou os atletas após ouvi-los. De acordo com o delegado, Maxi López pode ter que prestar novo depoimento, em Porto Alegre.