PRESIDENTE DA OAB SP LAMENTA MORTE DE ZILDA ARNS


13/01/2010

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, lamentou profundamente a morte da médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns, no terremoto que atingiu Porto Príncipe, capital do Haiti, na terça-feira (12/1) , onde ela se encontrava em missão humanitária.

 

“ Perdemos uma grande brasileira, que resgatou milhões de vidas dos bolsões de pobreza e miséria no Brasil e no mundo, a demonstrar que com trabalho voluntário, solidariedade, sensibilidade social e organização é possível reduzir a taxa de mortalidade infantil.O trabalho que empreendeu  na Pastoral da Criança foi reconhecido em vida pelos prêmios que recebeu, inclusive o Prêmio de Direitos Humanos Franz de Castro Holzwarth da OAB SP -  2000, e  nos ajudará a lembrar de Zilda Arns,  de sua força, dignidade, fé e  inabalável compromisso com as gerações futuras e um  mundo mais justo”, afirmou o presidente da OAB SP.

 

 

Zilda Arns Neumann, 75 anos,  fundou e coordenava  a Pastoral da Criança, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que capacita líderes comunitários voluntários no sentido de mobilizar as famílias a cuidarem de seus filhos, por meio de um conjunto de ações  voltadas à sobrevivência e desenvolvimento integral da criança. São realizadas visitas domiciliares mensais,  pesagem das crianças e  e reuniões mensais de avaliação da comunidade. O trabalho da Pastoral da Criança reduziu a mortalidade infantil  no Brasil para 14 óbitos no primeiro ano de vida para cada mil nascidos vivos, quando a média nacional chegou a 36 óbitos por mil nascidos vivos. A “ fórmula” desenvolvida por Zilda Arns também vem sendo aplicada com sucesso em outros países da América Latina e Central e na África.

 

Nascida em Forquilhinha, em Santa Catarina, Zilda Arns era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo. Viúva, deixa cinco filhos e netos.

 

O presidente da OAB SP  também  enviou condolências às Forças Armadas pela morte dos militares brasileiros, também vítimas do terremoto e  que serviam na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).