ARTIGO: BRASIL AVANÇA NA CIÊNCIA PERICIAL


01/02/2011

Norberto da Silva Gomes

 

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul firmou convenio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) adquirindo e equipando o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses com aparelho de última geração, possibilitando aos Peritos análise de vestígios invisíveis a olho nu no local de crime.

Trata-se da “Fonte Luz Forense Multiespectral (FLFM)”, que permite aos Peritos Criminais observar, fotografar e coletar vestígios em superfícies diversas, com maior sensibilidade dos métodos até hoje utilizados, proporcionando resultados periciais mais eficazes na materialização de crime por meio de “fonte de luz forense” para identificar fluidos corporais, como sangue, esperma, saliva, fezes, urina, fluídos vaginais, entre outros, tanto nos locais como nos objetos utilizados nos crimes, obtendo inclusive pequenos vestígios, como cabelo, pêlo, fibras, fragmentos ósseos, unhas, impressões latentes (pegadas em superfícies polidas, palmares, plantares e digitais, mordidas e ferimentos.

A “Fonte de Luz Forense Multiespectral” (FLFM) possibilita avaliação em análises nos casos de estupro, tendo em vista restringir a coleta de material nas regiões onde efetivamente estão as manchas em grandes áreas de evidencia, como lençol, colchão, carpetes ou toalhas.

A “FLFM” é método não destrutível, pode ser utilizado antes da aplicação do “luminol” (que continuará sendo utilizado), representando economia na manutenção do valor praticado quando da aquisição desse produto.

Trata-se de uma poderosa lâmpada e filtros capazes de selecionar bandas da luz (comprimento de onda), apresentando cores individuais que, aplicadas nos vestígios, melhoram a visualização por meio de técnicas de interação da luz que fazem os vestígios brilhar como fluorescente.

O Perito Criminal poderá melhor observar a amostra por meio de absorção, quando se torna mais escuro que o suporte e iluminação oblíqua; o vestígio é revelado através do acumulo de pequenas partículas ao seu redor.

É necessário que o Perito Criminal, ao aplicar a “luz forense” avalie as características do suporte onde se busca o vestígio, para depois selecionar os comprimentos da onda, óculos e filtros de máquina fotográfica que poderão ser empregados, proporcionando melhor definição das imagens materializadas.

De bom alvitre que o Governo do Estado de São Paulo também firmasse o convênio com a SENASP equipando nossos Peritos.

 

Norberto da Silva Gomes é presidente da Comissão de Estudos Sobre Perícias Forenses da OAB/SP.