PESQUISA APONTA CRESCIMENTO DO MERCADO DE TRABALHO PARA ADVOGADAS


14/03/2011

Os índices de crescimento das mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos é surpreendente, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análises de Dados) e Dieese (Departamento Interestadual de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) sobre o tema feita na região metropolitana de São Paulo com dados referentes ao ano de 2010.

 

A pesquisa indica ainda que o segmento de serviços especializados, entre eles a Advocacia, portanto para mulheres com curso superior, foi o que teve o maior aumento entre 2000 e 2010, passando de 12,8% para 13,6%.

 

“Esse crescimento das mulheres no mercado de trabalho temos observado com clareza na Advocacia. As mulheres são maioria entre os inscritos nos cursos de Direito e na OAB SP”, ressalta o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso.

 

Mas, mesmo com todo esse crescimento, a defasagem entre o salário de homens e mulheres aumentou. Em 2009, elas recebiam 79,8% dos valores recebidos pelos homens. Em 2010, essa diferença passou para 75,2%. Ou seja, mesmo conquistando mais espaço no mercado de trabalho, a mulher passou a receber menos do que os homens.

 

Segundo a pesquisa, foram gerados 163 mil postos de trabalhos para a população feminina apenas no ano passado, o que contribuiu para que a participação delas no mercado de trabalho aumentasse de 55,9% para 56,2% entre 2009 e 2010 e fizesse com que a taxa de desemprego entre as mulheres passasse de 16,2% para 14,7%.

 

Surpreendente também é a diferença entre a porcentagem das mulheres empregadas que possuem curso superior completo e aquelas analfabetas ou com ensino fundamental incompleto. De todas que completaram o ensino superior, 83,6% estavam empregada em 2010, enquanto apenas 32,1% das mulheres analfabetas ou com ensino fundamental incompleto tinham um posto de trabalho.