MULHER ADVOGADA ENCERRA COMEMORAÇÕES COM GRANDE EVENTO


31/03/2011

O teatro Gazeta, na Avenida Paulista, ficou repleto para o Congresso Jurídico promovido pela Comissão da Mulher Advogada da OAB SP, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, realizado no último sábado (26/03).

Na abertura do evento, o presidente em exercício da OAB SP, Marcos da Costa, lembrou de editorial do presidente Luiz Flávio Borges D´Urso, destacando trajetória de crescimento do número de mulheres inscritas na Ordem, “que na década de 1930 teve três mulheres inscritas, número que só na década de 1970 passou de 5 mil, chegando a 33,2 mil na década de 1990, e hoje temos mais mulheres que homens inscritos na OAB SP”, comemorou Marcos da Costa. O presidente em exercício da OAB SP também destacou a presença de uma mulher na presidência da República, mas lamentou pesquisas que ainda revelam a realidade de números assustadores de casos de violência doméstica.

Fábio Romeu Canton Filho, presidente da CAASP, apontou o Congresso Jurídico em comemoração ao Dia Internacional da Mulher um evento “salutar, para que as pessoas percebam que não devemos agir e viver com essa distinção de gêneros”. Canton Filho ainda lamentou dados estatísticos negativos apontados no discurso de Fabíola Marques (presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP), fazendo críticas ao tratamento machista que é dado até mesmo às mulheres que ascendem aos maiores cargos, como a preocupação com as vestimentas e a rotina domésticas de mulheres que chegaram até mesmo à presidência de seus países.

O discurso de Fabíola Marques seguiu por destacar aspectos em que a mulher precisa consolidar conquistas para derrubar preconceitos, extinguir tabus e obter igualdade de oportunidades, em comparação com os homens, com dificuldades maiores para a população feminina obesa ou negra. “Espero estarmos no caminho que estamos seguindo abra as portas, não apenas para as mulheres, mas sim para todos os cidadãos, sem discriminação de raça, sexo, orientação sexual, nível econômico, para que possamos ter lideranças livres de preconceitos, para que sejam um exemplo para nossa sociedade. Por que nossa luta como mulheres não é apenas uma luta de gênero, é uma luta por uma sociedade sem discriminação, é uma luta por uma sociedade justa e igualitária”, concluiu Fabíola Marques.

Ao fazer uso da palavra, a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda, destacou o contato que vem tendo – em função do cargo – com as mulheres negras, segundo ela “as que têm pior remuneração e formam a base da pirâmide do mercado de trabalho”. A secretária lembrou que o trabalho que começa a desenvolver diante da Secretaria é também voltado para a questão da mulher, para atender “as que estão reclusas nos seus cantos, nas suas angústias, e peço que as lideranças que temos continuam preocupadas com estas vítimas e coloco à disposição de todos os mecanismos de trabalho, no âmbito da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania”, concluiu Eloisa.