NOVA MINISTRA DO TST VISITA A OAB SP


16/05/2011

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Delaíde Miranda Arantes, visitou a OAB SP, na última sexta-feira(6/5), quando foi recebida pelo vice-presidente Marcos da Costa, pelo presidente da Comissão de Direito Trabalhista, Eli Alves Silva; pelo conselheiro e presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas, Cláudio Peron Ferraz e pelo vice-presidente da Comissão de Prerrogativas, Livio Enescu.Os três últimos advogados são militantes da Justiça Trabalhista.

 

A ministra ingressou no TST pelo Quinto Consititucional – classe da Advocacia e ocupa a vaga do ministro José Simpliciano Fernandes, aposentado. “Sinto-me com uma responsabilidade muito grande para contribuir para valorizar o Quinto Constitucional. Vim para a Magistratura, mas não quero deixar minha origem – a Advocacia, porque considero que a experiência de campo que se leva para o tribunal fundamental”, afirmou.

 

Objetivos

 A visita da ministra à Seccional Paulista  teve  dois objetivos: agradecer a OAB SP pelo apoio à sua indicação ao cargo no TST  e convidar os advogados paulistas a participarem para a Semana do TST , de 16 a 20 de maio, trazendo a contribuições para aperfeiçoar a jurisprudência trabalhista.

 Adelaide explicou que o  TST é a Corte Superior com maior número de mulheres (6 dos 27 ministros) , mas ainda são poucas. “Tem uma  campanha da Secretaria Nacional das Mulher, que  se intitula “ Mais Mulheres no Poder”, encampada pelos três Poderes. Todas as instâncias deveriam se abrir mais para as mulheres e as mulheres irem atrás de seus espaços”, garantiu.

 

Predestinada

 

A ministra falou  também da comemoração dos 70 anos da Justiça Trabalhista. “ Ela é muito importante, avançou bastante, fui advogada trabalhista há 30 anos, assumi há 2 meses a magistratura e não consigo imaginar o Brasil sem Justiça do Trabalho, na distribuição de renda e pacificação dos conflitos  entre capital e trabalho. Embora tenha pontos a aprimorar”, afirmou.

 Delaíde comentou sua trajetória de vida e que nasceu no dia do Trabalho, estando predestinada, segundo ela. Estudou na escola rural até os 14 anos, trabalhou como doméstica, recepcionista, secretária de uma multinacional ,  emprego que deixou para estagiar em um escritório em Goiânia. “Na época,  havia duas Varas e estagiário fazia audiência e um dos juízes me incentivava na carreira, mas  tinha nenhum familiar ligado ao Direito”, concluiu.

(Santamaria N Silveira)