CAASP: 500 GENÉRICOS COM 70% DE DESCONTO SOBRE O PREÇO DE FÁBRICA


02/12/2011

Os advogados de São Paulo estão recebendo um verdadeiro presente de natal, pois a CAASP, braço assistencial da OABSP, conseguiu o que jamais se viu no mercado farmaceutico.

Numa iniciativa sem par no varejo farmacêutico, a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) fechou um novo acordo com laboratórios e distribuidores para venda de medicamentos genéricos. Agora, são 143 fármacos - os mais procurados no mercado - em promoção nas farmácias da entidade, em 528 apresentações diferentes, cujos descontos médios são de 70% sobre o preço de fábrica, garantindo à advocacia o menor custo do mercado. “É com grande satisfação que a Caixa de Assistência anuncia aos advogados uma nova promoção de medicamentos genéricos. Vínhamos negociando com fabricantes e distribuidores para garantir não só a renovação do nosso acordo comercial, mas também o aumento dos descontos e da lista de produtos. Trata-se de um presente para a advocacia de todo o Estado”, comemora o presidente da CAASP, Fábio Romeu Canton Filho.

Para o presidente da OABSP, Luiz Flávio Borges D'Urso isso é mais uma vitória : "vale a pena o esforço desses colegas todos que compõem nossa gestão, quando se verifica um benefício dessa magnitude, valorado especialmente por aqueles que precisam de medicamentos e gastam tanto dinheiro para se tratar. A economia é imensa e faz com que o valor da anuidade fique barato, diante dos benefícios e serviços que a OAB SP/CAASP proporcionam", conclui D'Urso.

O novo acordo amplia o que vigorava desde junho de 2010 e que contemplava 42 fármacos em 187 apresentações. Naquele modelo, os descontos, mesmo percentualmente maiores em alguns casos, incidiam sobre o preço máximo ao consumidor, não sobre o preço de fábrica. Outro avanço é que nesta nova etapa os abatimentos são concedidos mesmo nas compras unitárias.

Além das classes de medicamentos inseridas na promoção anterior (gastroprotetores, anti-hipertensivos, antifúngicos, anti-inflamatórios, antifiséticos, antidiabéticos, analgésicos, antitérmicos,  antilipêmicos e hipolipêmicos), agora os advogados encontram no âmbito promocional antibióticos, antialérgicos e outros produtos dos laboratórios Medley, Germed e Neoquímica. O antibiótico cefalexina, por exemplo, na embalagem com oito cápsulas de 500 mg, passa a custar na CAASP apenas R$4,33. A amoxilina (21 cápsulas de 500 mg) sai por R$3,77. Por uma caixa do antialérgico desloratadina (10 comprimidos de 5 mg) o advogado paga somente R$6,16. Indicado para disfunção erétil, o citrato de sildenafila (quatro comprimidos de 50 mg) custa nas farmácias da Caixa R$11,35.

Previsto para perdurar de junho a outubro de 2010, o acordo inicial entre a Caixa, laboratórios e distribuidores foi três vezes prorrogado em benefício da advocacia, até a ampliação ora consolidada. De junho de 2010 a outubro de 2011, nada menos que 263,2 mil unidades de medicamentos genéricos de uso contínuo foram comercializados nas farmácias da CAASP, perfazendo a média mensal de 15,4 mil unidades vendidas.

Conforme ressalta Canton, o movimento intenso e o grande volume de compras das farmácias da CAASP é que assegura à entidade um posicionamento privilegiado na negociação com os distribuidores. “Os genéricos nas farmácias da Caixa já eram mais baratos que em outras drogarias. Agora, com os acordos que temos firmado, os preços oferecidos aos advogados tornaram-se insuperáveis”, observa o presidente. E acrescenta: “Quanto mais comprarmos, melhores condições teremos para negociar com fornecedores. Quanto maior for a demanda nas farmácias da Caixa, menores serão os preços”.

Os medicamentos genéricos, contemplados pela Lei 9.787/99, têm a mesma fórmula e eficácia dos chamados medicamentos de referência ou de marca. São, contudo, mais baratos, pois seus fabricantes não tiveram de destinar, no passado, recursos às pesquisas que resultaram a fórmula consagrada, tampouco realizam investimentos para a consolidação de uma marca. A Lei dos Genéricos autorizou os laboratórios a fabricarem e a comercializarem medicamentos antes exclusivos aos detentores da patente, após a expiração da chamada proteção patentária. A qualidade dos genéricos é aferida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).