NOVA COMISSÃO DE COOPERATIVISMO DA OAB SP É EMPOSSADA


14/03/2012

Os novos membros da Comissão de Cooperativismo da OAB SP e de seu novo Comitê de Estudos sobre a Atenção Domiciliar, criado pela Portaria 571/11, tomaram posse dos cargos na última segunda-feira (12/3), em cerimônia na sede da Ordem em São Paulo.

A advogada Gislaine Caresia assume a presidência da comissão; Ricardo Ramires Filho, a coordenação do comitê; e Valdemir Gonçalves da Silva torna-se novo membro consultor da comissão.<br /><br />“Hoje, como advogada cooperativista, tenho consciência de que meu trabalho é dedicado à construção de uma sociedade mais justa e confiável”, afirmou Caresia, que ressaltou a importância do cooperativismo como forma de reduzir a exclusão social e acabar com a fome.<br /><br />O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, que empossou os novos membros da comissão e do comitê, afirmou que não se pode negar a importância do cooperativismo no Brasil. No entanto, disse que o país ainda carece de leis e esclarecimento sobre o assunto.<br /><br />D’Urso disse ainda que os estudos do comitê criado terão grande importância, para que os tratamentos de saúde domiciliares sejam uma saída para a falta de leitos hospitalares no Brasil e à limitação de vagas. Para o dirigente da Ordem, também é preciso discutir a respeito da natureza do vínculo de trabalho no cooperativismo.<br /><br />Cooperativismo<br /><br />As 6.652 cooperativas brasileiras reúnem cerca de 9 milhões de associados e suas famílias, gerando por volta de 300 mil empregos, disse Caresia, lembrando que 2012 foi definido como Ano Internacional das Cooperativas pela ONU. A entidade estima em 1 bilhão o número de pessoas ligadas à área no mundo, com 100 milhões de postos de trabalho gerados.<br /><br />Falando sobre o Comitê de Estudos sobre a Atenção Domiciliar, a advogada afirmou que é importante aplicar os conceitos da área para reduzir problemas como o risco de infecção grave que se corre em hospitais, dar mais conforto ao paciente e mais proximidade com a família. “Hospital não é ambiente para ninguém, nem para doente”, disse.<br /><br />Presente ao evento, o secretário municipal adjunto de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Luiz Antônio de Medeiros Neto, apontou uma barreira à expansão da área. “Atenção domiciliar é tendência no mundo, mas tendem a não deixá-la florescer no Brasil devido a interesses corporativos. Mesmo não precisando, pessoas são mantidas no hospital, porque gasta-se mais assim”, afirmou.<br /><br />Já o secretário de Estado de Gestão Pública, Davi Zaia, afirmou que o cooperativismo é importante “num mundo em que o bom é concentrar”, para que, juntos, pequenos negócios incrementem a qualidade de vida e a distribuição de renda. Zaia elogiou a criação do comitê pela OAB SP, disse ser preciso avançar nas leis para a área e que o cooperativismo é forte na agricultura no país, mas que há outros campos para crescer<br />