MARCOS DA COSTA LAMENTA MORTE DE ARNALDO SÜSSEKIND


10/07/2012

O presidente em exercício da OAB SP, Marcos da Costa, lamentou o falecimento do jurista e ex-ministro do TST Arnaldo Lopes Süssekind, na madrugada de segunda-feira (9/7), quando ele completaria 95 anos, de insuficiência respiratória seguida de parada cardíaca.

“A Advocacia perde uma parte da história do Direito do Trabalho, uma vez que Süssekind tornou-se uma referência obrigatória desta Justiça especializada em seus setenta anos de existência. Será sempre lembrado por seu pioneirismo, por sua integridade e, principalmente, pela contribuição inestimável que deixa ao Direito Trabalhista”, ressaltou Marcos da Costa.

O presidente licenciado da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, lembrou que Süssekind  foi homenageado pela Seccional Paulista em 2011 ,  durante  o Congresso Estadual de Direito do Trabalho, que reuniu cerca de mil participantes. “No depoimento que o ministro Süssekind enviou à OAB SP de agradecimento, uma vez que não poderia estar presente por problemas de saúde, disse que em 1941 veio para São Paulo para preparar a  Justiça do Trabalho. Uma referência importante, a demonstrar que a construção da Justiça laboral no Brasil passou pelas mãos desse dedicado homem público, que ajudou a tornar real os direitos e garantias  dos trabalhadores em nosso país”, disse D´Urso. 

Atuou na redação da Consolidação das Leis do Trabalho, em 1942, quanto tinha apenas 24 anos. Foi ministro do Trabalho e Previdência Social no governo de Castello Branco, entre 1964 e 1965; procurador-geral da Justiça do Trabalho e ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre 1965 e 1971. Atualmente, trabalhava como consultor jurídico da mineradora Vale na área trabalhista e era conselheiro da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. 

Para o presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB SP, Eli Alves da Silva: “Sussekind deixa para o Direito Trabalhista uma obra incomparável desde a sua atuação pré-legislativa, ao ajudar a escrever a CLT, bem como através de seus ensinamentos com sua doutrina, que sempre esteve à frente dos tempos”. 

O corpo do jurista foi velado no edifício sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que leva seu nome, até às 13h desta terça-feira (10/7). Às 14h30, o corpo será cremado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro.