Vencedores do prêmio Franz de Castro Holzwarth-2013 são homenageados


06/06/2014

Em cerimônia realizada na noite da última terça-feira (3/6), o Presidente da OAB SP, Marcos da Costa; o Presidente da Caasp, Fábio Romeu Canton Filho e o Diretor-adjunto de Direitos Humanos, Martim de Almeidas Sampaio entregaram o prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos Humanos da OAB SP aos vencedores de 2013: Instituto Vladimir Herzog, cineasta João Batista Andrade e Constituintes de 88 (Ulysses Guimarães in memoriam).

 

Para o Presidente da Ordem, a escolha dos agraciados foi  justa: “O Instituto Vladimir Herzog, embora jovem, com cinco anos de atuação, vem prestando um trabalho fundamental de resgate de valores da democracia. O cineasta João Batista de Andrade realizou grandes filmes ligados aos direitos humanos, alguns  censuradas pela Ditadura. E os constituintes de 1988, homenageados na figura de Ulisses Guimarães, porque a Constituição completou 25 anos da sua promulgação  no ano passado, proporcionando o maior período democrático da história republicana do País”.

 

A trajetória dos agraciados foi  tema do discurso do Diretor-adjunto de Direitos Humanos da OAB SP, Martim de Almeida Sampaio: “Os premiados desse ano estão seguindo uma tradição do prêmio de agraciar quem teve uma contribuição efetiva para os direitos humanos e uma trajetória de luta que vem desde a ditadura militar até os dias presentes. O Instituto Vladimir Herzog é herdeiro de toda a luta do Vlado; Ulysses Guimarães foi um grande representante da oposição nesse país e João Batista de Andrade, que vem do CPC (Centro de Preservação Cultural),  estava comprometido com as causas populares”.

 

Representando o Instituto Vladimir Herzog, o filho do jornalista assassinado pela Ditadura, Ivo Herzog disse estar honrado com o prêmio: “Esse prêmio nos deixa (Instituto) muito orgulhosos, principalmente porque vem da OAB. Ainda não passamos a memória do Brasil a limpo e espero contar a história desse país com a ajuda a OAB ”, ressaltou.

 

O Cineasta João Batista Andrade afirmou estar  surpreso de receber o prêmio de forma individualizada, como pessoa física: “Foi uma surpresa muito grande. Para mim é tocante, porque ser cineasta no Brasil é lutar pela existência do cinema brasileiro. Meu cinema sempre teve uma carga muito crítica, muito política e é um cinema muito voltado para as questões sociais e o reconhecimento disso é importante porque supera o estereótipo de artista”, declarou.

 

Participaram da mesa dos trabalhos: Antonio Ruiz Filho, Secretário-geral adjunto da OAB SP; Umberto Luiz Borges D’Urso, Diretor de Cultura; Gisele Fleury Charmilot de Lemos, Diretora da Caasp; Roque Citadini, Conselheiro do TCE-SP, representando o Presidente do Tribunal; Ricardo Sayeg, Presidente de Direitos Humanos do IASP; Sérgio Redó, Presidente da API, Delegado Luiz Guilherme Marcondes representando o Secretário de Segurança Pública, entre outras autoridades.