OAB SP acompanha inquérito de advogada assassinada em Pindamonhangaba


16/07/2014

“Estamos em estado de choque e, agora, indignados com o assassinato da advogada Nilza Maria Hinz, ao descobrir a motivação do crime e o fato de que o autor pode ser um ex-cliente”, disse o Presidente da OAB-Pindamonhangaba, Marcel Afonso Barbosa Moreia, nesta terça-feira (15/07), ao saber da confissão do crime na última madrugada, por ser ex-cliente que afirmou ter matado porque estava inconformado com o fato de não poder vender um imóvel, pois devia honorários à advogada, que moveu ação de execução contra ele.

 

O crime aconteceu na tarde da última sexta-feira (11/7), em Pindamonhangaba, quando Nilza Hinz  saía de seu escritório de advocacia e se dirigia para seu carro. Ela foi abordada e levou dois tiros. “Era uma colega combativa, leal, de fácil trato, foi Diretora da Subsecção e ministrava palestras”, completou Marcel Moreira.

 

O Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, também lamentou o assassinato da advogada no exercício profissional: “Uma colega atuante e competente, que ocupou a Vice-Presidência da Subsecção de Pindamonhangaba e coordenava a Comissão da OAB Vai à Escola, um dos projetos mais importantes da Ordem voltado à cidadania. Um crime bárbaro, que choca a advocacia. A Comissão de Acompanhamento de Inquéritos dos Advogados Vítimas de Homicídio da Ordem acompanhará o inquérito”.

 

Nilza Maria Hinz tinha 62 anos e graduou-se pela Universidade de Taubaté, turma de 1989. Deixa dois filhos advogados Ana Carolina Hinz e Gustavo Hinz.