Velas da Menorá acesas por todos por respeito e louvor à vida


27/01/2015

Cerimônia das Velas
O Presidente da OAB SP, Marcos da Costa (segundo, da dir. p/ esq.) e o político Eduardo Suplicy (sexto, da dir. p/ esq.) participam da cerimônia das velas, junto com o sobrevivente do Holocausto, Marko Muller (de óculos, ao centro).

Na Sinagoga da Congregação Israelita Paulista, a comunidade judaica paulista promoveu evento em recordação ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto no domingo (25/01). Uma cerimônia repleta de simbolismos e, principalmente, respeito à história de um povo que se orgulha de nunca desistir mesmo diante de pesados percalços como foi a perseguição ao seu povo e que, durante à II Guerra Mundial, levou ao extermínio milhões deles. Pautado pela frase: “A vida é mais forte do que a destruição”, o ato solene reuniu autoridades, políticos, representantes de diversas religiões, além dos membros da congregação e convidados.  

Em homenagem às vítimas que sequer foram identificadas, ficando limitadas a um número, o ritual de acendimento das velas da Menorá (um candelabro de sete braços) tornou-se o ponto alto da reverência. Para cada vela, foram chamadas autoridades, que representam o compromisso de se sensibilizarem para que aquela tragédia não se repita; sobreviventes do Holocausto; e jovens da comunidade judaica para que se conscientizem da história de seu povo.

A vela para eles representa Deus e é ele que ilumina o ser humano. O rito é para trazer à tona a divindade e humanidade da pessoa ao ser iluminada. “Não sabemos onde estão os nossos mortos assassinados, mas eles não foram meros números. Foram luz. Vamos acender as velas por eles”, pontuou um dos condutores do evento. O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, participou desse ato, acendendo à terceira vela, cujo o homenageado foi o sobrevivente Marko Muller. Também acompanharam esse acendimento (veja a foto), o político Eduardo Suplicy, o presidente da Confederação Israelita do Brasil Fernando Lottenberg, além de um jovem dos movimentos juvenis da Congregação, e lideranças judaicas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou há dez anos a resolução que institui 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Essa resolução rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto tenha sido apenas um evento histórico. Enfatiza o dever dos Estados-membros de educar as futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença. No Brasil, a lei em memória às vítimas do Holocausto foi instituída no final de 2009, e é de autoria do então vereador Floriano Pesaro, agora secretário do governo Alckmin, a quem representou na solenidade.