Mulher advogada ganha força na OAB SP


07/10/2015

Mulher advogada ganha força na OAB SP
O presidente Marcos da Costa chega para a reunião da Comissão da Mulher Advogada

Com mais de 60 advogadas presentes, a mais recente reunião da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP (23/09) foi considerada produtiva por sua presidente, Kátia Boulos. Uma dezena de ações, entre elas a organização de palestras de capacitação, cursos e seminários, ganhou forma no encontro, que também contou com a participação do presidente da Secional, Marcos da Costa.

“O trabalho das dez coordenadorias ganhou corpo e a soma de 301 membros mostra que a comissão está conseguindo alcançar o objetivo de trazer a participação feminina para a vida institucional da OAB SP”, pondera Kátia. A advogada conta que o grupo cresceu muito ao receber cerca de 16 novos membros a cada reunião periódica ao longo do ano, o que fortaleceu a musculatura da Comissão da Mulher Advogada da Secional.

Para Tallulah Kobayashi, diretora da Mulher Advogada na OAB SP, o interesse em fazer parte da vida da Ordem funciona como preparação para atuar em alguns meios. “Acho que a mulher com o objetivo de alcançar cargos políticos, por exemplo, aprende a ser uma liderança”, avalia. Tallulah acha importante que o tema venha ganhando força em toda a estrutura da OAB, não apenas no Estado, e cita a ação recente do Colégio de Presidentes Secionais que definiu 2016 como o ‘Ano da Mulher Advogada’.

Trabalho e liderança

Com o objetivo de impulsionar a participação feminina em papéis de liderança, a Comissão paulista está articulando a realização de seminários e encontros de advogadas com mulheres que seguiram essa trajetória em empresas, na vida política e em outras instituições de classe. Ainda no que diz respeito ao desenvolvimento profissional está na mira a organização de workshops sobre coaching de liderança, empreendedorismo, reciclagem jurídica e novos nichos do mercado jurídico.

“Ainda estamos fechando as datas”, diz Kátia Boulos. “A ideia é seguir o modelo que funciona muito bem na Comissão de Direito de Família e Sucessões, da qual sou vice-presidente”, comenta. Outra novidade recente nesse campo é a parceria que possibilitará às advogadas frequentarem um curso de mediação, com instrutores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e cujo certificado é concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Mulher advogada ganha força na OAB SP 2
A Comissão está articulando seminários e encontros com advogadas com o objetivo de incentivar a liderança feminina

Kátia Boulos destacou a importância de eventos do porte do I Congresso de Direitos Trabalhistas da Mulher, realizado no sábado (26/09) e que tratou de temas do dia a dia da classe da área trabalhista, como assédio moral e sexual no trabalho, empregados domésticos, direitos das gestantes, sustentação no Tribunal Regional do Trabalho, entre outros. Confira reportagem sobre o evento disponível no link da Web TV disponível no site da OAB SP (https://www.youtube.com/watch?v=tm38Bi50xSQ).

Saúde e violência
Ainda segundo a presidente da Comissão, até o final do ano a elaboração de uma cartilha com cuidados para a saúde da mulher deve ser concluída. Além disso, está na agenda celebrar o ‘Outubro Rosa’, movimento conhecido em todo o mundo para prevenção de câncer de mama. Os detalhes do evento ainda estão sendo resolvidos. Mais uma cartilha deverá ser formatada nos próximos meses, desta vez com informações sobre direitos fundamentais seguindo diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, o tema ‘violência contra a mulher’ segue no plano de ações. Tanto é que um novo seminário ganha forma e, por enquanto, os painéis vão abordar: perfis da vítima e do agressor, medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha, Lei do Feminicídio, fora apresentar e discutir a eficácia de aplicativos desenvolvidos para coibir a violência.

“Vimos avanços, mas ainda há muitos desafios pela frente no que diz respeito à violência. Apesar de 98% da população ter conhecimento da Lei Maria da Penha, há ainda barreiras para que as denúncias ocorram”, avalia Kátia. Uma delas é o medo. Muitas mulheres desistem ao saber que a denúncia não poderá mais ser retirada depois de feita. A advogada comenta, ainda, que as delegacias especializadas deveriam também funcionar nos fins de semana.

Um meio que colabora para a busca de soluções é a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp), da qual a OAB SP participa. A iniciativa reúne todas as informações referentes aos serviços voltados a mulheres vítimas de violência doméstica oferecidos pelo Governo Estadual, Assembleia Legislativa, Prefeitura Municipal, Ministério Público e Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Encontros regionais em outubro
Apesar do volume de tarefas realizadas na capital, as demandas regionais não ficam de lado. Dessa forma, membros da Comissão estão frequentemente na estrada para ouvir as colegas que atuam em outras cidades - mais uma maneira de ter acesso a ideias distintas e, assim, enriquecer o trabalho. Os próximos encontros estão marcados para 05, 22 e 23 de outubro em Catanduva, Ribeirão Preto e São José dos Campos, nessa ordem.