OAB SP participa de audiência pública que discutiu PPP para construção de moradia popular no centro expandido


24/02/2016

OAB SP participa de audiência pública que discutiu PPP para construção de moradia popular no centro expandido
O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, acompanhou a audiência pública ao lado do renoamdo arquiteto, Ruy Ohtake

A Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil marcou presença na audiência pública realizada nesta terça-feira (23/02) que debateu as diretrizes urbanísticas do segundo lote de Parceria Público Privada (PPP) em Habitação de Interesse Social (HIS) no centro expandido da capital paulista.

O secretário de estado da Habitação, Rodrigo Garcia, explicou no evento que esta etapa prevê a construção de 3.393 unidades habitacionais, sendo 500 unidades destinadas a 17 entidades cadastradas dos movimentos por moradia da cidade. De acordo com Garcia, as áreas para construção já estão definidas e são fruto da parceria com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “Estamos falando de terrenos ao longo da Radial Leste, entre o Parque Dom Pedro e o Viaduto Salim Farah Maluf, que compreendem as estações Brás, Bresser e Belém. São nove áreas, parte delas formada por terrenos onde serão edificados os apartamentos e outra parte corresponde às estações, onde serão utilizados os espaços aéreos para a construção dos edifícios”, detalhou o secretário.

Após ouvir a sociedade na audiência pública, a Secretaria Estadual da Habitação se comprometeu a incorporar as observações na redação do edital e colocá-lo em consulta pública.

O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, considera promissora a ideia de revitalizar o centro expandido da capital a partir da moradia. “A pessoa que mora no centro gera vida 24 horas por dia, não apenas durante o período de trabalho”, comentou Costa que salientou ainda a preocupação da OAB com a região da cidade: “Ao longo de seus mais de 80 anos de história, a OAB SP sempre esteve no centro da cidade e vê com preocupação a questão. O centro de qualquer cidade importante do mundo é a grande referência e, em São Paulo, infelizmente, nós perdemos ao longo das últimas décadas a qualidade de vida e de bem-estar da população”.