Mayara e Gianna, mães que contaram com o apoio da Caixa de Assistência


03/06/2016

É cada vez mais expressivo o número de mulheres que, além do trabalho profissional, também são responsáveis por cuidar da casa. Não raro, é a mulher quem sustenta a família e, quando em licença-maternidade, conjuminar as duas coisas torna-se difícil, ou mesmo impossível. Foi exatamente nessa situação que as advogadas Mayara Inácia Feliciano, de Franca, e Gianna Larissa Gonçalves Dariva, de Iacanga, viram-se quando Augusto e Bernardo nasceram.

“Eu queria muito um segundo filho e sabia que, diante da crise atual, isso exigiria maior controle dos gastos familiares”, conta Mayara, que tem 28 anos. A família programou-se financeiramente para a chegada de Augusto, que aconteceu em 17 de fevereiro último. Mayara não pôde prever, contudo que, no fim de 2015, o marido seria demitido da fábrica de sapatos em que trabalhava havia anos. Quando o pagamento do seguro-desemprego dele terminou, ela passou a arcar sozinha com as despesas da casa. Depois que Augusto nasceu, também ela teve os rendimentos comprometidos.

Bernardo nasceu no último dia 4 de março. O bebê não estava nos planos de Gianna, advogada havia apenas dois anos e ainda lutando para formar uma clientela. “Eu pensava em trabalhar e continuar estudando”, conta a jovem de 24 anos. Ela e o marido correram a se preparar para a chegada do filho. Afastada do escritório com a chegada do filho, viu a renda da família cair pela metade.

Além do nascimento dos filhos e da dificuldade financeira, Mayara e Gianna compartilham de outra peculiaridade: elas foram as primeiras a receber auxílio-maternidade da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo. Trata-se benefício de modalidade inédita no âmbito assistencial da advocacia paulista.

Incorporado ao rol de benefícios da CAASP, após a publicação do novo Estatuto da entidade, aprovado pelo Conselho Secional da OAB-SP em janeiro de 2016, o auxílio-maternidade pode ser requisitado por advogadas com comprovado comprometimento do sustento do lar em virtude da interrupção da atividade profissional pela maternidade.

Gianna e Mayara consideram a ajuda essencial. “Não imaginava que o respaldo da CAASP fosse tamanho. Com o auxílio da Caixa teremos um respiro”, afirma Gianna. “Fico feliz de contar com esse apoio. O trabalho da CAASP é muito importante. O advogado é idealizado como aquele que tem de média a alta condição financeira, mas essa visão não condiz com a realidade dos dias atuais”, diz Mayara.

Os pedidos por auxílio-maternidade de Mayara e Gianna foram deferidos após rígido processo de análise de situação financeira. Como é regra da CAASP para concessão de ajuda pecuniária, elas foram entrevistadas por assistentes sociais, responsáveis por emitir os respectivos laudos sociais, posteriormente anexados ao processo e analisados pelas Câmaras de Benefícios, conduzidas por um corpo de relatores - todos advogados - que realiza essa tarefa voluntariamente.