OAB SP abre as portas para discutir violência policial


14/06/2016

Martim Sampaio, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP

Seguindo a linha de encontros já promovidos ao longo deste ano, e que tiveram como objetivo colaborar com a busca de sugestões em temas urgentes para a sociedade – caso das responsabilidades no controle do aedes aegypti e o uso da chamada ‘pílula do câncer’ –, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP) vai reunir, nesta quarta-feira (15/06), especialistas para conversar sobre violência policial. Será a 1ª audiência pública no âmbito do Fórum de Segurança – um espaço político recém-criado e que reúne, além da Ordem paulista, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e o Instituto Vladimir Herzog.

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Na avaliação de Martim Sampaio, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem paulista, é urgente reunir quem possa colaborar com o debate, de modo a tratar da forma mais pragmática possível o desenvolvimento de sugestões para a questão das políticas de segurança pública. A violência policial é um grave problema, de interesse da cidadania, e as estatísticas mais recentes divulgadas pela Anistia Internacional foram consideradas alarmantes por integrantes das entidades que organizam o encontro. Na lista de participantes estão o coronel da Polícia Militar, Glauco Silva de Carvalho; Antonio Funari Filho, representando a Ouvidoria e a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese paulista; além de Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, da Universidade de São Paulo (USP). O tema O objetivo é tentar construir um diagnóstico dos problemas de violência para que soluções pragmáticas possam ser sugeridas em uma linha mais acertada.

Ainda para Sampaio, a origem da triste realidade brasileira que reúne casos como o do menino Ítalo, de apenas dez anos e cuja investigação está em destaque na mídia, está além da questão da política de segurança pública e envolve temáticas como educação e exclusão social. Apesar da amplitude em torno da questão, o grupo de trabalho do Fórum de Segurança pretende criar uma dinâmica de trabalho contínua ao reunir entidades da sociedade civil e especialistas na busca por sugestões para o problema de violência de modo geral e para a criminalidade.