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OAB de Araraquara direciona foco para a acessibilidade


17/08/2017

OAB de Araraquara direciona foco para a acessibilidade
Cadeira de rodas recebida durante campanha será destinada à instituição carente do município de Araraquara

A Subseção de Araraquara da Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil tem trabalhado ações no sentido de melhorar a situação da pessoa com deficiência na região. Recentemente, organizou campanha para arrecadar cadeira de rodas que será destinada à entidade local. Há ainda parcerias realizadas com o executivo, legislativo e outras instituições da sociedade civil. Uma delas é feita por meio da Fundação Idioma Surdo, cujo objetivo é difundir estudos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da Língua Portuguesa para promover a interação entre surdos, deficientes auditivos e ouvintes.

Gislaine Cristina Gomes Ferreira, que preside as Comissões de Responsabilidade Social e da Pessoa com Deficiência da Subseção, acredita que estas são formas adequadas para contribuir e integrar o município. “Atualmente, a cidade tem perto de dez mil deficientes”, informa.

Advogados e funcionários também terão a possibilidade de contribuir, participando do curso de Libras, que será ministrado na instituição e é considerado importante para a ativação da certificação de empresas pela Lei Municipal de Acessibilidade dos Surdos – Empresa Amiga do Surdo. O conteúdo foi definido entre os representantes da OAB local, o porta-voz para a Fundação Idioma Surdo, Théo Bratfisch, e a instrutora e intérprete de Libras Vilma Schiavinato. Além disso, foi acordado um projeto com cinemas da cidade para que a pessoa surda tenha a linguagem apropriada nas salas de exibição. “Os filmes brasileiros terão legenda para que eles possam acompanhar”, diz o presidente da Subseção, João Milani Veiga, que tem participado das reuniões com a prefeitura.

Outras iniciativas referem-se à estrutura oferecida pelos órgãos e locais de livre circulação no município. Gislaine explica que um desses trabalhos é tentar adequar os prédios do Judiciário não apenas por meio de rampas, mas com altura ideal das mesas para que o cadeirante tenha condições de trabalhar. “Muitas vezes, o cadeirante tem acesso fácil ao local, mas não consegue utilizar os equipamentos oferecidos por não ter como adequar sua cadeira à mesa que precisa usar”, afirma.

Pé Jornal Julho 2017