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OAB SP apresenta seminário sobre Outubro Rosa e Novembro Azul


08/11/2017

OAB SP apresenta seminário sobre Outubro Rosa e Novembro Azul
A partir da esquerda: Sandra Honors, curadora; Vera Ranzini, autora do quadro; Kátia Boulos, presidente da Comissão da Mulher Advogada e Marcos da Costa, presidente da OAB SP, na cerimônia de abertura da quarta edição da Campanha Conscientização e Ação em Prol da Saúde e abertura oficial da Exposição: Outubro Rosa+ Novembro Azul: Celebrando a Vida

Parte de uma ação que concilia a preocupação com a saúde da mulher e do homem, a Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão da Mulher Advogada, organizou o seminário “Outubro Rosa + Novembro Azul: Celebrando a Vida”, com a participação de membros da Comissão e profissionais da saúde. A apresentação (30/10) ocorreu na sede da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, onde foi exibida mostra de artes com quadros cuja temática é pertinente à campanha, sob a curadoria de Sandra Maria Honors, com apoio da Comissão de Direito às Artes da Subseção do Jabaquara, presidida por Cíndia Regina Moraca. As 18 telas estão à mostra na sede da OAB SP, até o dia 14 de novembro.

O Presidente Marcos da Costa, como forma simbólica de valorizar ambas as campanhas, compôs a mesa de abertura do evento com igual número de homens e mulheres e cedeu a presidência  dos trabalhos à Secretária-Geral Adjunta, Gisele Fleury, de maneira a mostrar a importância das mulheres na atual gestão da entidade.

A Comissão da Mulher Advogada da OAB-SP “foi muito feliz ao unir Outubro Rosa e Novembro Azul em um único evento”, elogiou Gisele Fleury Lemos. “Falar de câncer de mama não é mais tabu para as mulheres, mas falar de câncer de próstata ainda é tabu para os homens”, acrescentou a secretária-geral adjunta da Secional.

Segundo a organizadora do evento, Kátia Boulos, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP, a proposta da campanha conjunta é tratar as questões que dizem respeito à igualdade de gênero, desta vez de modo voltado à saúde. “A informação é a melhor forma de prevenção. Nós devemos nos mobilizar para prevenir doenças, com vistas a uma sociedade saudável”, ponderou Kátia Boulos. “‘Celebrando a vida’ é o nome da iniciativa. Vamos, juntos, abraçar as causas do Outubro Rosa e do Novembro Azul”.

Os especialistas em saúde e prevenção ao câncer falaram para um auditório lotado de advogadas e advogados, conselheiros Secionais da Ordem e dirigentes de Subseções, com a presença do vice-presidente, Fábio Romeu Canton Filho, do secretário-geral, Caio Augusto dos Santos, da secretária-geral adjunta, Gisele Fleury Charmillot Germano de Lemos, e do diretor-tesoureiro, Ricardo Toledo Santos Filho. Pela CAASP compareceram o diretor-tesoureiro, Jorge Eluf Neto, e os diretores Adib Kassouf Sad e Célio Luiz Bitencourt.

Prevenção é a chave contra o câncer
Um seminário reuniu quatro especialistas em prevenção em tratamento de câncer de mama e câncer de próstata, os alvos das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, respectivamente. A coordenadora de Políticas Públicas para a Mulher do Estado de São Paulo, Albertina Takiuki, mediou o seminário e defendeu que é preciso igualdade na busca da prevenção. “Os homens só procuram o exame da próstata quando empurrados pela mulher”, pontuou.

 “As pesquisas mostram que, de cada 10 homens, quatro terão câncer de próstata, a maioria de evolução lenta, ou seja, do tipo que dá para curar”, informou Diógenes Melo, especialista em Medicina Legal pela USP e pela Academia de Polícia de São Paulo. O legista fez uma severa advertência aos homens: “Os exames de PSA e ultrassom são necessários, mas o mais importante é o exame de toque retal. Leva de 10 a 15 segundos e não dói”.

Médico do Serviço de Oncologia do Hospital Ipiranga, Fernando Ladeia apontou as incongruências do sistema de saúde brasileiro, público e privado, quanto aos tratamentos oncológicos. “Podemos dizer que a radioterapia está na UTI. Um equipamento de alta tecnologia custa cerca de 100 milhões de dólares”, observou, ponderando que, por conta do custo elevado, tais máquinas só servem a pacientes particulares e de alto poder aquisitivo ou aos contratantes dos planos de saúde mais caros.

Apesar de culturalmente mais enraizada, a prevenção do câncer de mama precisa crescer ainda mais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde só 7% das mulheres buscam os procedimentos de detecção precoce da doença, ante 70% no Sul e no Sudeste. “A mamografia e o ultrassom são complementares – tem que fazer os dois”, destacou Camila Yamada, oncologista clínica do Hospital da Beneficência Portuguesa. “Hoje, com os tratamentos disponíveis, o câncer está mais para uma doença crônica”, frisou, ressalvando o alto custo dos tratamentos. Quando esse problema é suprido, tem-se a seguinte realidade: “Mesmo quando não se cura a doença, posterga-se, e com qualidade de vida”.

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