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Estande de prerrogativas movimentou XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira


11/12/2017

Estande de prerrogativas movimentou XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira

Advogadas e advogados que foram ao Pavilhão de Exposições do Anhembi para acompanhar os painéis e eventos especiais da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira perceberam, logo na entrada, o compromisso da Ordem dos Advogados do Brasil com a classe. No saguão de acesso à área principal, estava instalado um estande dedicado à defesa das prerrogativas profissionais, onde foi realizado um ato público de desagravo de cinco profissionais da advocacia.

As histórias individuais foram escolhidas para simbolizar os ataques sofridos pela classe cotidianamente e para evidenciar a postura intransigente da OAB na defesa das prerrogativas profissionais. O caso da advogada paulista Rachel Gomes da Cruz, submetida a situação vexatória no Fórum de Carapicuíba (09/11/2016), estava entre os escolhidos para o ato que chamou a atenção do público presente. Na data, o presidente da OAB SP, Marcos da Costa, antecipou o retorno de visita à OAB Acre para acompanhar o caso e receber a advogada na sede da OAB SP.

“A Rachel é mais uma das vítimas da vergonhosa revista pessoal à qual a advocacia é submetida, sobretudo a feminina. Após se recusar a entregar sua identificação pessoal a policiais militares depois de entregar sua carteira da Ordem no tribunal, permaneceu presa por 12 horas, coagida, e não viu nenhuma providência do juiz, que foi devidamente comunicado”, narrou Cid Vieira de Souza Filho, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB SP.

No mesmo ato, foram desagravados os advogados Valmir da Cunha (GO), vítima de uma bomba em uma falsa garrafa de vinho, enviada pelos clientes da parte contrária em um processo, que lhe mutilou três dedos da mão; Pâmela Helena Oliveira Amaral (GO), constrangida por um juiz por este não aceitar que ela usasse blusa sem mangas em uma audiência; e, em caráter póstumo, Danillo Sandes (TO) e Roberto Luís Caldart (SC), assassinados em função do exercício da advocacia e no ato representados por familiares.

“Aquela bomba não conseguiu ceifar minha vida e nem tirou minha dignidade. Ao contrário, me encheu de coragem. Então eu falo em nome de Danillo Sandes, Rodrigo Caldart e milhares de outros. Podem nos cortar na carne e na alma, mas a advocacia não se calará”, bradou o advogado goiano Valmir da Cunha. “Esse é um dos mais representativos atos que a Ordem, em todo o seu sistema, poderia realizar para deixar claro que não aceitamos qualquer desrespeito às prerrogativas da nossa profissão”, concluiu Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB.